segunda-feira, 9 de julho de 2018

Nossa Viagem à Paraty – julho de 201




Bom, queríamos viajar para comemorar o nosso aniversário de casamento, mas tinha que ser para algum lugar próximo (moramos em Jacareí), pois estamos no meio de reformas na casa.  Optamos por Paraty: 3 horas de distância e, no inverno, sem lotação, preços mais em conta e tempo seco.
Da nossa região poderíamos escolher dois caminhos para ir para Paraty: por Ubatuba (cerca de 4 horas) ou por Cunha (cerca de 3 horas). Escolhemos Cunha porque era uma estrada que ainda não conhecíamos. Saindo da Dutra, entramos na rodovia 459 que passa por Cunha e que, na sua continuação, leva até a estrada Cunha-Paraty. Na altura do quilômetro 67, uma bela cachoeira, onde demos uma paradinha para esticar as pernas. 

 Cachoeira do km 67

 Chegando a estrada rumo a Paraty é preciso alguns cuidados. Na maior parte do trajeto, o chão de lajotas é bacana, uma pista para cada lado, com algumas baias de apoio ao longo do caminho. Não há nenhum ponto turístico, mas a paisagem da Mata Atlântica preservada é lindíssima. O perigo começa no fim do trajeto. Nos últimos 8 ou 9 km tem partes com apenas uma pista e muitos, mas muitos buracos (além de grandes). Mas ainda assim, vale o trajeto, é só tomar cuidado, como em qualquer viagem.
Chegando ao nosso destino, fomos em direção a nossa hospedagem. Através do Booking.com, escolhemos a Boutique Hotel Carpem Diem (https://www.boutiquehotel-paraty.com/pt-br), super perto do centro histórico (cerca de 500m), com ótimas avaliações e preço dentro do que queríamos pagar. Acertamos em cheio! Pousada linda, super aconchegante, quarto e banheiros amplos, limpíssimos, cama super confortável e excelente café da manhã. O Paulo nos atendeu muito bem e nos deu várias dicas de passeio.
Chegamos bem na hora do jogo do Brasil x Bélgica. Como eram 15h e não havíamos almoçado ainda, largamos a bagagem e fomos em direção ao centro histórico para procurar comida e, claro, um lugar para ver o jogo. Assim que passamos a ponte nos deparamos com o Restaurante Ondina. Não procuramos, apenas entramos no primeiro que encontramos. A beira do canal, fomos bem atendidos enquanto assistíamos ao jogo (e, infelizmente, a derrota) do Brasil. Pedimos de entrada bolinhos de bacalhau e depois a Lula Recheada com palmito e camarão no molho de leite de coco. A maior parte dos pratos é para duas pessoas, apenas uns três, como a lagosta, são individuais, mas o garçom avisa. Bom atendimento, belo visual e uma boa comida.
Após o almoço/café da tarde, fomos dar uma volta pelo belíssimo centro histórico. Nos deparamos com uma exposição de arte “Far From Home” sobre imigrantes na Capela de Nossa Senhora das Dores, a Capelinha (http://www.paraty.com.br/noticiasparaty.asp?id=8958).

 Da janela da Capelinha

Voltamos a nossa pousada, descansamos um pouco e depois voltamos para o Centro Histórico. Passeamos até umas 22h00 e resolvemos voltar para a pousada. Antes, demos uma parada no “Hambúrguer da Chefa”, perto da prefeitura, onde o maridão resolveu comer um lanche.  Simples e gostoso, sem exageros, para uma fome de fim de noite.
No dia seguinte, acordamos preguiçosos, afinal estamos de férias! Tomamos um belíssimo café e nos organizamos. 
 Na pousada

Bom, aí vem a parte que depende do seu objetivo. Por exemplo, dá para ir até o pequeno porto e comprar um passeio com empresas ou alugar um barco com locais e passar o dia conhecendo ilhas e praias ou você pode escolher uma praia e passar o dia sossegado ou ainda pode alugar uma bike e explorar a região ou também comprar um passeio e fazer uma trilha para várias cachoeiras. Enfim, são muitas opções. Nós estávamos numa vibe de sossego, de relax, então decidimos por ficar numa praia só. 
A pé da nossa pousada, caminhamos uns 15 minutos e chegamos a deliciosa Praia do Jabaquara. Praia de mar calmo, muitos quiosques para escolher e “acampar”. Ficamos no quiosque “Casa Nossa”. Chegamos por volta das 10h, eles ainda estavam abrindo, mas o garçom já veio, conversou, falou pra gente ficar a vontade. Pegamos dumas espreguiçadeiras com um enorme guarda-sol e lá passamos quase o dia todo. Sol quente e água numa temperatura agradável criaram um dia de inverno com cara de verão, mas sem a super lotação. Cerveja gelada, muita água, petiscos de frutos do mar (comemos o “mixto frito” com lula, camarão e peixe – delicioso!). 

 Praia do Jabaquara

Perto das 16h fomos dar uma volta no Museu Forte Defensor Perpétuo, (da praia ao forte levamos cerca de 20 minutos caminhando) onde, teoricamente, haveria um espetáculo de música, mas estávamos errados e era lá na Capelinha, a mesma em que fomos ontem. O museu tem um acervo bem pequeno, mas lá do alto dá pra se ter uma belíssima vista de Paraty. Se não curte museu, vale pela paisagem e pelas belas fotos. 

 Vista do Forte

Descemos e fomos para a capelinha. O espetáculo musical faz parte da programação do projeto “Estações Musicais em Paraty 2018”. Todos os meses, acontecem shows pela cidade que variam de música clássica a MPB. Nós assistimos a série Fazendo Sala com o trio de saxofones A Plenos Pulmões, de Curitiba que tocou sonatas de Bach. Não apenas eles eram excelentes, como entre cada sonata, um dos músicos falava um pouco sobre a história de Bach e de alguns instrumentos musicais. Confira a programação para o resto do ano aqui http://www.paraty.com.br/estacoes-musicais-paraty/

 Trio de saxofones A Plenos Pulmões

Voltamos para a pousada por volta das 18h. Banho, um descansinho rápido e voltamos ao Centro Histórico para jantar. Dessa vez o escolhido foi o restaurante tailandês, Thai Paraty(https://thaiparaty.com.br/two/). Gente, pensa numa comida maravilhosa! Ambiente acolhedor, colorido, mas sem “gritar”, ótimo atendimento e uma comida gostosa para guardar na memória. Pedimos de entrada o Pla muk pad ped (lula grelhada com molho de ostra, cebola, cebolinha e manjericão tailandês) que é de comer rezando. Quase desistimos dos pratos principais para pedir vários desse! Depois eu pedi o Chuchi Goony (curry vermelho com camarão, legumes, folha de limão kaffir e arroz de jasmim e o Léo pediu o Kaeng Kua Sapparod (curry vermelho com camarão, abacaxi, manjericão tailandês e arroz de jasmim, servido dentro do abacaxi. Olha, coisa dos deuses. Esperamos poder voltar em breve. Enquanto isso, eu já estou pesquisando a receita do Pla Muk para fazer em casa.


Os pratos principais do Thai Paraty


Na sobremesa, resolvemos comer num dos vários carrinhos espalhados pela cidade vendendo bolos e doces, mas desaconselho fortemente. Os doces eram horríveis, eu mesma não consegui comer.
Mais uma volta, fomos até a Casa da Cultura ontem estava rolando outro espetáculo de música, do projeto Estações Musicais, mas era num ambiente fechado e estava lotado. Ficamos ouvindo um pouco do lado de fora, depois aproveitamos para ver a exposição e ficamos batendo perna pela cidade até a canseira do dia de praia bater.
No dia seguinte, café da manhã preguiçoso, um pouco de leitura no lounge a beira da piscina. Resolvemos ir embora por volta das 11h. Nos despedimos, agradecemos e pegamos a estrada. 

 Na pousada

Na volta paramos no Lavandário em Cunha. Eu sempre tive curiosidade em ir lá, mas confesso fiquei um pouco decepcionada. Paga-se para entrar (R$10,00 cada), mas não há nada demais: plantações de lavanda na sua maioria (mas eu esperava uma área maior), placas explicando a propriedade medicinal de cada espécie e uma lojinha caríssima. É bonito e dá boas fotos, mas é isso.

Lavandário, Cunha. 

Lavandário, Cunha.

Estrada de novo rumo a Guaratinguetá para almoçarmos no restaurante francês O Paturi (http://www.paturi.com.br/), dica de um amigo do maridão. Eu havia lido algumas avaliações no Tripadvisor e não tinha ficado muito animada. Mas valeu muito. Sim, eles precisam redecorar com urgência, um ambiente muito escuro (tudo com madeira, do chão ao teto), toalhas de gosto muito duvidoso e banheiros saídos dos anos 70 (assim como a decoração do salão de jantar). Pelo valor dos pratos individuais, por volta de R$ 80,00, o ambiente deveria ser mais bonito. Mas mesmo assim, a comida surpreendeu. Pedimos o couvert completo, que não é nada demais, vários petiscos como salada, grão de bico, azeitonas verde e pretas e torradas (não pediria novamente inclusive), mas os pratos principais foram muito bons. Eu pedi o carro chefe da casa que é o Pato com Laranjas e o Léo pediu o Javali com cogumelos. Ambos estavam deliciosos, mas confesso que o molho do pato me deixou maravilhada, realmente muito gostoso. 

Pato com Laranja

Dali, com calma, pois o trânsito estava muito intenso, voltamos para casa e para os nossos dogs.
Para nós, Paraty no inverno foi a melhor opção: calor, mas não insuportável, na casa dos 28°C, muitos turistas, mas sem lotação, preços mais baixos para a hospedagem e um diferencial que tem o ano inteiro: gente simpática e receptiva. Voltaremos, com certeza e em breve. Obrigada Paraty!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Lua de Mel na Grécia - Julho de 2017





Planejamento da Viagem

Primeira decisão: para onde ir? Nós, por exemplo, estávamos decididos sobre a nossa lua de mel. Meu noivo queria ir para a Grécia e eu, como professora de história, adorei a ideia! Depois, decidimos quais cidades/ilhas que queríamos conhecer e ficamos com Mykonos, Santorini, Creta (duas cidades: Heraklion, que é a capital da ilha e Chania) e por último, Atenas. Locais de interesse definidos, passamos a dividir o nosso tempo entre eles. Ficamos com dez dias de viagem, o que foi bem corrido, mas queríamos conhecer o que dava.
Primeiro fui em algumas agências de turismo. Problema um, os poucos roteiros prontos tinham Mykonos, Santorini e Atenas, mas não Creta. Uma agência ficou de fazer um roteiro/pacote dentro do que eu queria, pegou meu e-mail e telefone e nunca entrou em contato. Outra agência a mesma coisa, eu tive que ligar, enviar e-mails até eles me responderem, o que já dá uma vontade de louca de mandar se catar pelo péssimo atendimento. Segundo problema, os custos de uma viagem por uma agência. No nosso caso, através de uma agência, na alta temporada e sem Creta, a viagem sairia, literalmente, quase 3 vezes mais. É muito mais. E alguns dos hotéis oferecidos nos pacotes não eram legais e/ou não ficavam em boas localizações. Por outro lado, a agência, teoricamente, te dá uma segurança se algo der errado. Pesando prós, contras e custos, nós preferimos então fazer o nosso próprio roteiro. Gastamos menos, fizemos do jeito que queríamos e não tivemos nenhum problema.
Ir na alta temporada, significa mais pessoas e preços mais altos, mas como professores nós podemos viajar em julho ou em janeiro. Se você puder viajar em outra época, faça isso para economizar e pegar menos filas nos pontos turísticos.
Legal também é ver a previsão do tempo para ajudar na sua bagagem e na decisão sobre locais de interesse.

Data de Partida - 11/07 

Translado aeroporto / Porto de Rafina

Ferry Boat para Mykonos

Mykonos - 12/07 a 14/07

Ferry de Mykonos para Santorini – 14/07

Santorini - 14/07 a 16/07

Ferry de Santorini para Creta/Heraklion - 16/07

Heraklion/Creta - 16 a 18/07

Ônibus de Heraklion para Chania

Chania - 18 e 19/07

Táxi para aeroporto de Chania

Avião de Chania/Creta para Atenas 19/07

Translado aeroporto / Atenas

Atenas - 19 a 21/07

Volta - 21/07

A decisão de ir para as ilhas primeiro foi pelo fato de que voltar de Creta para Atenas na madrugada para pegar o avião as 06h para voltar ao Brasil seria mais complicado. No entanto, viajar, esperar, pegar o ferry, o que tudo somado deu quase 24h para chegar a Mykonos acabou sendo bem cansativo, mas sobrevivemos. De uma forma em geral, uma viagem como essa é bem cansativa, ir de um lado para o outro, o fuso horário de 6h, mas garanto que vale tudo isso. Claro que se você puder pagar pela classe executiva, terá mais conforto e chegará menos cansado. Mas a diferença é grande: uma passagem econômica pela Turkish Airline hoje, dezembro de 2017 para a Grécia custa 886 dólares, sem impostos. Na executiva, esse valor sobe para 1941 dólares! Por isso, nós fomos na econômica mesmo.

Dica: Não esqueça de verificar a validade do seu passaporte e veja se o seu destino necessita de visto, vacinas ou algo assim.

Seguro saúde é obrigatório na Europa. Nós usamos o VitaCard (https://www.vitalcard.com.br/). O plano Slim saiu para nós dois pelos 10 dias de viagem por R$ 290,44.

Se você pretende alugar algum meio de transporte, a maioria dos países vai exigir uma carteira de motorista internacional que nada mais é que a sua carteira traduzida para o inglês. Aqui em São Paulo isso pode ser feito no Poupatempo. Em outros lugares, tem que verificar no Detran. Mas acabamos não fazendo, pois não tínhamos pretensão de dirigir durante a viagem.

Outro ponto é saber que tipo de viajante você é. Nós gostamos da parte histórica, de andar para lá e para cá a pé, conhecer museus. Se você é do tipo que curte conhecer as praias e relaxar ao Sol, por exemplo, já muda a configuração e o itinerário. Nós até fomos conhecer algumas praias e ficamos um pouco, mas não passamos o dia inteiro nelas.

Passei a pesquisar e ler dezenas de blogs, artigos em sites e revistas especializadas em viagens sobre as ilhas e Atenas, sobre o que fazer, o que comer, onde ir. Todos foram úteis de uma forma ou de outro, inclusive sobre o que não fazer. Também tem que lembrar que os blogs são experiências pessoais, como o meu aqui, o que significa que o que serviu para uma pessoa não necessariamente vai servir para você. Li num blog, por exemplo, que a moça desaconselhava andar de tênis, porque eram quentes e pesados, que era melhor andar de sandálias. Olha, se você tem a habilidade de andar o dia inteiro, sob o Sol de 35°C, subir e descer morro, dos mais variados tipos de terreno, incluindo areia e pedra, sem se machucar ou fazer bolhas nos pés com sandálias, minha mais sincera admiração. Nós usamos tênis e mesmo com o calor, foi muito confortável e seguro. Ler as experiências de viagem de outras pessoas é super bacana, mas temos que separar aquilo que nos serve.

Comecei a ver as coisas da viagem com cerca de 9 meses de antecedência, afinal, como o destino era a Europa e seria alta temporada, demorar para reservar significava correr o risco de não conseguir o que você quer ou no preço que você quer pagar. Um mês antes da nossa viagem, todos os nossos hotéis e hotéis próximos a eles já estavam esgotados, sobrando apenas opções muito mais caras. Outra vantagem de fazer com antecedência é ir pagando, deixando menos coisas para o final da viagem ou juntando dinheiro para os pagamentos. Isso depende de você, mas eu aconselho. Nada pior do que voltar de viagem todo endividado. Se organize, sabendo quanto você pode pagar/guardar por mês, quanto que você pode/quer gastar por dia.

Muito bem.
Definido local principal, os locais secundários, o cronograma, passei a pesquisar preços de passagens e hotéis. A passagem mais em conta foi através da Turkish Airline através do site da decolar.com (http://www.flyturkish.com.br/  e  http://www.decolar.com ).

Passagens compradas, começou a busca pelos hotéis. Eu usei o site do http://www.booking.com porque já havia usado antes e tinha ficado bem satisfeita. Fiz uma média entre localização, preço e nota dos hóspedes. Dos cinco hotéis nos quais nos hospedamos, não tivemos problemas com nenhum. O de Heraklion nós gostamos menos, mas era bem localizado, com café bacana, limpo e linda vista para o mar, mas depois de vir de dois hotéis super charmosos, ele ficou meio sem graça, pois era basicão.
Localização é importantíssimo. Na minha opinião, não adianta pagar mais barato na hospedagem e ficar num local que não seja legal para andar a noite ou que seja tão longe que vai te obrigar a gastar dinheiro e tempo com meios de transporte. Nós ficamos perto das principais atrações ou, no caso de Santorini, além de estar a cerca de 7 minutos a pé do centro principal, Thira, estávamos a 3 minutos a pé da estação de ônibus que nos levou para todos os lugares com tranquilidade.
Além disso, como seria a nossa lua de mel, optamos por hotéis mais legais, mas sem exageros. Se não fosse o caso, o importante seria localização e conforto/limpeza.  Beleza é bacana, mas não esqueça que você só vai usar o quarto para dormir/banho.

Hotéis reservados, fui ver os translados. De Atenas para Mykonos, depois para Santorini, Creta (duas cidades diferentes) e de volta a Atenas.

Pesquisei entre Ferry boat e aviões.
Acabamos escolhendo os ferries para a maior parte dos translados pelo valor. Mas, eles demoram mais. Por outro lado, o ferry de Chania para Atenas era mais caro e bem mais demorado o que o avião. Então vai depender do trajeto também. Ou seja, pesquise muito! Para que tem facilidade em dormir em qualquer lugar, o que infelizmente não é o meu caso, também dá para aproveitar e tirar uma soneca no ferry ou subir e apreciar a viagem  no deck, tirar fotos tendo o  Mar Mediterrâneo como fundo (que vamos combinar, não é nada mal).
Comprei as passagens pela internet e depois troquei no porto Rafina, para embarcarmos para Mykonos. É cobrada uma taxa de 6 euros para a impressão dos bilhetes (informação que não é avisada no site, pelo menos, não achei). Aproveitamos e imprimimos todos os bilhetes de uma vez só e, dessa forma, pagamos uma taxa só por todos eles.

Passagens aéreas, hotéis, translados: check!

Como ficou o nosso itinerário com todas as informações:

Partida - 11/07 
SP/Istambul – Partida as 03h25 - Turkish Airlines
Chegada em Istambul 21h50
Partida para Atenas – 00h50
Chegada a Atenas as 02h10 do dia 12/07

Translado aeroporto / Porto de Rafina

Ferry Boat para Mykonos
Sea Jets – saída as 07h40 chegada as 09h55
Valor – € 33 por pessoa
Assentos Silver (que é a classe econômica)

Mykonos
12/07 a 14/07 – Hotel Damianos Mykonos Hotel https://www.damianoshotel.com/

Ferry de Mykonos para Santorini
14/07 – Hellenic Seaways -   € 62 euros por pessoa – 10h15 as 13h25


Santorini
14/07 a 16/07 - Hotel Villa Rose - http://www.villarose-santorini.gr/

Ferry de Santorini para Creta/Heraklion
16/07 – Sea Jets – € 61,80 por pessoa - 17h as 18h40

Heraklion/Creta
16 a 18/07 – Hotel Kronos http://www.kronoshotel.gr/

Ônibus de Heraklion para Chania – tem a cada 30 min/1h, dependendo do horário. Cada passagem custou € 15,00

Chania
18 e 19/07 – Hotel Palazzo Duca  http://www.palazzoduca.gr/

Táxi para aeroporto de Chania - € 23,00

Avião de Chania/Creta para Atenas 19/07
Olympic Air – 09h10 as 10h00 - €

Translado aeroporto / Atenas
Ônibus X95 – sai do aeroporto (saída desembarque 5) - € 6,00 por pessoa e deixa na Praça Syntagma, perto da Acrópole, em frente ao Parlamento e a 20 min a pé do nosso hotel.

Atenas
19 a 21/07 – Hotel Acropolis View Hotel http://www.acropolisviewhotel.gr/

VOLTA
21/07 – 06h00 partida para Istambul
Chegada em Istambul 07h20
Partida para São Paulo 09h30
Chegada em São Paulo 17h00


 
Comunicação

Sobre o uso do celular. Usar a sua operadora fora do país, provavelmente, vai dar uma grana muito alta. Mas, ao mesmo tempo, o uso do celular, ou melhor, da internet é uma mão na roda para tudo: mapas, informações, manter contato com a família. Num dos blogs que li falava de um chip de celular internacional, o easysim4u ((http://www.easysim4u.com/). Fui no site, li sobre ele e escolhi o melhor plano para nós. Nós pegamos um chip pré-pago com internet ilimitada, mas sem direito a ligação, por 10 dias. Saiu 60 dólares e entregaram em casa em menos de uma semana. Apanhamos um pouco para fazê-lo funcionar, mas o pessoal do site foi super prestativo. E ter acesso ilimitado a internet durante a viagem nos ajudou muito. Tem gente que compra um chip no próprio local, mas aí eu não sei como funciona.

Bagagem

Meu noivo deu a ideia de viajarmos apenas com bagagem de mão, pois como iriamos para vários lugares, carregar uma mala pesada, esperar por bagagem no aeroporto/ferry, não seria uma boa ideia, na verdade, não é boa ideia em nenhuma situação. Confesso, que para mim, viajar 10 dias só com bagagem de mão parecia difícil. Mas não é que deu certo? Comprei duas malas dentro das medidas exigidas pela Turkish Airlines. O máximo de peso aceito pela companhia são 8 quilos por mala, mas o que ajudou foi ser verão. Só levamos roupas leves, eu levei shorts, blusas, biquínis e vestido. Quanto a nécessaire, comprei um kit para viagem (só se pode levar na mala de mão frascos com no máximo 100ml e em sacos plásticos no estilo zip lock. Sendo o máximo de 10 frascos, ou seja, 1 litro por pessoa). Eu até exagerei e levei menos roupa do que devia. Faltaram blusinhas. Mas no nosso hotel em Santorini havia utensílios para lavar a roupa e um pequeno varal para pendurar e eu aproveitei. Nossas malas ficaram com pouco mais de 6 quilos, logo, missão cumprida.
Faria diferente: eu tenho uma franja rebelde e enrolada apesar do meu cabelo liso, mas achei que levar minha escova de fazer escova na franja era frescura. Não era, pois me incomodou. Além do que, uma escova é leve e ocupa pouco espaço. Acabei tendo que comprar uma lá. Outra coisa, não levei sabonete para usar o dos hotéis, mas todos eles davam a impressão de não estar limpando, sabe? Então, algo para comprar também. Por outro lado, me arrependi de ter levado shampoo. O meu não “funcionou”, não sei se o tipo da água, clima, mas meu cabelo não ficou legal. Uma boa ideia é usar as amenities (são as miniaturas de xampu e afins que o hotel disponibiliza no seu quarto) do hotel e se não for legal, comprar esse tipo de coisa ao chegar ao seu destino numa farmácia ou supermercado local. Poupa espaço, peso e você ainda usa um produto novo.

Apesar da internet, eu fiz cópias de tudo, de todas as confirmações de hotéis, passagens e coloquei em duas pastinhas de cheque, uma em cada bagagem. Excesso de zelo, eu sei. Mas Melhor ter e não precisar do que o contrário. E se a internet não funciona?






O que fazer em cada lugar?

De novo, muita pesquisa em blogs e sites especializados. Também comprei o Guia Visual da Folha sobre Ilhas Gregas e Atenas (http://livraria.folha.com.br/livros/grecia/ilhas-gregas-atenas-dorling-kindersley-1021459.html?tracking_number=773&gclid=EAIaIQobChMI4ImE5d2l1QIVDgeRC h0-vQ8BEAQYASABEgJs-_D_BwE) e um pequeno dicionário grego/português que confesso foi pouco usado, visto que as principais palavras usadas você pode pegar na internet ou baixar no celular um app tradutor.

De novo, o que fazer vai depender do tipo de viajante que você é. Se não liga para a parte histórica, não adianta ir aos museus que vai se entediar, se não curte passar o dia na praia, também não adianta programar um dia todo ao Sol. Organize seus passeios dentro do que gosta de fazer, do quanto quer gastar, do tempo que tem disponível. Além do mais, sempre acontecem surpresas, mudanças de planos, dicas. Nos hotéis de Mykonos e Santorini, os donos nos deram o mapa da ilha explicando várias coisas e dando dicas de onde ir. Também sentar e curtir as pessoas, a paisagem, tomando um café, uma cerveja, depende do seu gosto, é


A Nossa Viagem <3 span="">

Nós nos casamos no sábado, 8 de julho, e viajamos no dia 11, as 03h25 da manhã (madrugada de segunda para terça). Tivemos o domingo e a segunda para resolver algumas coisas e ficar com os nossos cães que ficariam com a minha sogra durante a viagem. As malas já estavam praticamente prontas. Meu sogro nos levou ao aeroporto cedo, pois para voos internacionais pede-se que se chegue com 3 horas de antecedência, mas você só pode entrar na sala de embarque cerca de 1 hora antes. Tarde da noite, após a correria do casamento, estávamos bem cansados, por outro lado, foi mais fácil dormir ao embarcar.
O avião vinha da Argentina, então já havia passageiros. Ficamos na fileira da porta de emergência o que nos deu mais espaço para as pernas, eu fiquei na janela, meu marido no meio e um homem na ponta. Problema: esse homem era bem grande e não se fez de rogado ocupando o máximo de espaço dele e do meu marido. Quando fomos sentar ele estava carregando o celular no assento do meu marido, que teve que pedir para ele tirar, pois embora ele estivesse acordado, não se mexeu, mesmo vendo que nos atrapalhava. Outro problema, o som da nossa fileira do entretenimento não estava funcionando, só deu para ver filmes com legenda, pois não havia som. A Turkish dá um kit aos passageiros, um nécessaire com meias, sandálias, protetor labial, protetor auricular, fones de ouvido, escova e pasta de dentes e máscara para os olhos. Ah, também há mini travesseiros e cobertores. Eu levei uma pashmina de lã que salvou a minha vida, pois faz muito frio no avião. A comida foi bacana e o atendimento dos comissários também. Eu sempre tomo um vinho, ajuda a dar um soninho.
Enfim, pouco mais de 12 horas depois, chegamos a Istambul, onde esperaríamos duas horas até o voo para Atenas. Aproveitamos para andar pelo aeroporto e conhecer o DutyFree. Toda a parte de comida/bebida é caríssimo, então, se prepare. Exemplo: 6 euros por UMA maça, 11 euros por um muffin.

 Aeroporto de Istambul – Turquia.

Voo para Atenas as 00h50 com previsão de chegada em Atenas as 02h10. Não houve atrasos e chegamos no horário previsto. Nosso ferry para Mykonos era só as 07h40, então tínhamos muito tempo para nos organizar e enrolar mais um pouco.
Tentamos fazer o nosso chip funcionar, sem sucesso pois não atentamos ao fuso horário e ainda faltavam algumas horas para o início do uso. Andamos pelo aeroporto, cochilamos. Eu havia lido que tinha um ônibus que saia de dentro do aeroporto para o Porto Rafina, nosso destino (também tem ônibus para Atenas, Porto Piraeus entre outros lugares). Fomos até o guichê de informação do aeroporto e a moça, muito simpática nos mostrou o número do ônibus, seus horários de partida e nos explicou onde era o ponto. A passagem de ônibus de 4 euros por pessoa saiu muito mais barato que um táxi ou uber que custariam por volta dos 40 euros (o ônibus é de viagem, confortável e com ar condicionado). Haviam outros turistas no ponto e no horário previsto, 04h20, embarcamos. Levou cerca de 30 minutos até chegarmos ao porto. Esperamos até as 05h15 para a agência pela qual comprei as passagens dos ferry boats abrir para trocarmos a guia da internet pelas passagens de fato. A área do porto é super agradável, limpa. Um café abriu as 05h00 já atendendo alguns turistas. Nós ficamos sentados (tem um lugar coberto com cadeiras) e esperamos até podermos embarcar, cerca de 1h antes do horário da partida, no nosso caso as 06h40. 

 Saindo do ônibus e admirando o porto Rafina


 Espaço de espera no Porto Rafina

 
Dentro do ferry há vários tripulantes para dar informações. Viajamos na classe econômica e os números dos assentos ficam no teto. (nós e depois percebemos, um monte de gente apanhou até descobrir isso). Achamos o nosso lugar e nos instalamos. Depois da viagem começar, vira meio terra de ninguém, cada um senta onde quer, rs. 

Dentro do Ferry Boat, os números dos assentos no teto em vermelho.

Cochilamos um pouco, depois fomos para a área externa. O tom de azul do mar Mediterrâneo impressiona pela sua intensidade. Vento no cabelo, umas fotos e vamos lá.

Rumo a Mykonos!

Chegamos!
Depois de cerca de 24 horas viajando, dá um alívio na alma chegar ao nosso destino. O dono do nosso hotel, o sr. Thanos Kousathanas estava nos esperando, conforme o combinado. Pessoa super simpática, nos recebeu com um enorme sorriso. A primeira impressão ao chegar a ilha é a sua aridez. Ela é pequena, tem pouco mais de 105 km2, ou seja, é bem pequena. A vegetação é escassa, concentrada nas áreas mais urbanizadas.
Nosso hotel era lindo! A cidade fica em morro e o hotel bem acima. Então para chegar até a cidade e todas as suas lojas e restaurantes era uma caminhara em descida de uns 8 a 10 min. O problema, depois de andar muito e debaixo de Sol, era subir o morro de volta. Mas a vista do hotel era espetacular, um pôr do sol de tirar o fôlego!  Chegamos por volta das 10h, mas o check in era só as 14h. Trocamos de roupa, deixamos nossas malas e partimos rumo a cidade.
Surpresa: andando pelo labirinto de ruelas (só para pedestres), perdemos as contas da quantidade de joalherias. Outra coisa, apesar de ser uma pequena ilha, ela é cheia de lojas de marcas famosas como Chanel e Burberry. Andamos pela orla, vendo os restaurantes e aproveitando a vista. Mas estávamos mesmo muito cansados de toda a viagem. Voltamos ao hotel e eu passei um pouco mal, queda de pressão, pelos 35°C, cansaço, Sol abrasador.  Voltamos ao hotel onde fomos super bem recebidos, com água gelada e apesar de ainda não ser 14h, nosso quarto já estava pronto. Tomamos banho, descansamos um pouco e, refeitos, fomos comer. Acabamos escolhendo um restaurante da orla, bem turístico, porque não estávamos muito afim de procurar. Uma bela vista, bebida gelada e comida grega. Aliás, comida grega é maravilhosa!! Uma salada grega de entrada, um mix de vários pratos gregos, cerveja gelada. Estava muito bom! Andamos mais um pouco e voltamos ao hotel para descansar.

 Saindo do hotel


 Na orla do centro


 Pelas ruazinhas...


 Da nossa mesa no restaurante


Piscina, pôr do Sol, banho e saímos para jantar. Usando o Tripadvisor, procuramos o restaurante Oregano. O dono do hotel havia indicado, e era bem perto (uns 10 minutos a pé). Demoramos um pouco para achar, mas tudo certo. Realmente, bonito, comida deliciosa e com ótimo preço. Adoramos!

 O primeiro pôr-do-Sol da área da piscina do hotel

Salão do Restaurante Oregano




No dia seguinte, após o café, a ideia era pegar o ônibus, que passa na frente do hotel, para irmos até a Elia Beach, indicação do Sr. Kousathanas.
Fomos primeiro até o belíssimo Museu Arqueológico de Mykonos (http://odysseus.culture.gr/h/1/eh151.jsp?obj_id=33010). Tem várias peças, que vão de joias a esculturas, desde a antiguidade até a Idade Moderna. O ingresso custa 4 euros. Usamos o Waze para nos guiar e ele nos levou pelo caminho mais longo. Mas aproveitamos a caminhada de qualquer forma.

                                                       O visual a caminho do Museu




Depois pegamos um ônibus – 2 euros cada - (quase perdemos, mas demos uma corridinha e o
motorista parou para nós) e fomos para a praia. Elia Beach é linda mesmo. Mas aqui tivemos a nossa única experiência não tão positiva em toda a viagem. Tem um restaurante que atende toda a praia. Esse restaurante mantém toda uma estrutura de cadeiras/espreguiçadeiras e guarda-sóis. Nosso inglês não muito bom e o inglês da moça que nos atendeu também não muito bom e mais o sotaque grego, dificultaram a comunicação. Entendemos que as espreguiçadeiras de frente para o mar estavam reservadas as pessoas que iriam almoçar depois no restaurante, as da área central aquelas que iriam almoçar ali mesmo e as do final para quem só iria petiscar ou beber e que a consumação mínima era de 30 euros. Sentamos nas últimas pedimos bebidas e aí a moça voltou e cobrou os 30 euros. Aí entendemos que esse valor era só para usar as cadeiras!  Como nós já havíamos pedido coisas e tal, acabamos pagando, mas nos sentimos lesados, pois jogamos 30 euros fora. A praia se divide entre área com estrutura e área sem nada, livre. Ficamos mais espertos a partir daí.
Lembrete: topless é comum em muitas ilhas gregas.
Outra coisa, Mykonos é uma ilha bem cara para comprar lembranças, roupas, joias, mas eu levei um belo susto: um par de havaianas por 40 euros!!! E vou dizer que lá o negócio é havaianas. Nove em cada dez turistas está usando as nossas sandálias. Depois encontramos para vender em Santorini e em Atenas bem mais "barato", entre 9 e 15 euros.

Elia Beach


Voltamos para a cidade, passeamos mais e fomos para a piscina do hotel relaxar, fugir do calor e aproveitar mais um lindo pôr-do-Sol. Mais tarde a noite, fomos jantar no Oregano mais uma vez. No dia seguinte, malas prontas, nosso anfitrião nos levou até o porto junto com um casal e Venezuelanos que, como nós, estavam em lua-de-mel.




 Mais impressões de Mykonos: super seguro. Andamos tarde da noite sem problema nenhum. Durante o dia, mesmo com as ruas cheias de turistas, anda-se com tranquilidade. Só vimos dois policiais uma vez. A praia em frente a parte mais turísticas pode ser usada também, é uma praia limpíssima e bem requisitada.

Nos despedimos e rumamos para Santorini.

Assim como em Mykonos, os responsáveis pelo nosso hotel foram nos buscar no porto. Aliás, esse serviço é feito sem nenhum custo, é só combinar com alguns dias de antecedência da sua viagem (eu fiz isso algumas semanas antes).

Nosso ferry


Nosso hotel, o Villa Rose -  http://www.villarose-santorini.gr/ - era uma graça! Estilo pousada, simples, mas muito bacana. A família proprietária também muito gentil, nos deram várias dicas. Enquanto fazíamos o check in, nos serviram suco gelado, água, chocolates e bolachinhas de cortesia. O Villa Rose é super bem localizado, fica há poucos minutos do centro principal, Thira e da estação central de ônibus de onde podíamos ir para qualquer lugar da ilha pelo valor de 1,80 euros.
Neste hotel não há café da manhã servido num salão ou restaurante, mas no quarto há uma minicozinha super bem aparelhada com o que precisar: fogão, micro-ondas, cafeteira, frigobar abastecido com café, chá, açúcar, mel, iogurte, geleia, manteiga, bolachas, torradas, leite, suco, croissants de chocolate (divinos). Também há uma varanda grande e coisas para lavar roupa (que eu aproveitei).
Nossa minicozinha



Pertíssimo do hotel há uma padaria maravilhosa, a Mylonas. Doces, salgados, café e funciona 24 horas.



 Doces típicos gregos: nós achamos muito doces!





Trocamos de roupa e fomos ao Koutsoyannopoulos Wine Museum (http://www.santoriniwinemuseum.com). Bem bacana, supertranquilo, tem áudio guia em português. O ingresso custou 9 euros cada e dá direito a visita ao museu e depois a uma degustação dos vinhos no final. Valeu muito!


Pegamos outro ônibus e fomos para Kamari Beach. Paramos para comer (um prato com vários frutos do mar) e ficamos andando. A praia é lindíssima, com suas pedras pretas no lugar da areia. Toda a orla é cheia de lojas, hotéis e restaurantes. Ao contrário de Mykonos, você paga o que consome. Mas preferimos passear e curtir um pouco a praia. 

 Restaurante a beira mar em Kamari


 A pedras negras dão um contraste muito bonito



Voltamos ao hotel por volta das 19h. Tomamos banho e saímos para o centro de Thira que dá para a Caldeira do antigo vulcão. Senta que lá vem história: a caldeira é resultado da grande erupção que ocorreu por volta de 1600 a.C., e que dividiu a ilha dando a forma que tem hoje. Suas cinzas soterraram a cidade de Akrotiri, hoje um museu. Veja o antes e depois da Ilha:


O visual da caldeira é lindíssimo! Ali existem centenas de ruazinhas com lojas, restaurantes e hotéis voltados para a Caldeira. Demos uma rápida entrada na Catedral Ortodoxa de Thira e ficamos passeando.

Chegando ao centro de Thira

Igreja Ortodoxa de Thira



 O maravilhoso visual da cadeira

Encontramos, por acaso, uma Igreja Católica, a Igreja de São João Batista. Rodamos bastante e paramos para comer o mais típico dos pratos gregos: o pita gyros!! É um sanduíche feito com o pão pita, tomates, cebolas, pimentões, batata frita e um carne que você escolhe entre frango, porco, cordeiro. Também tem opções vegetarianas. É incrivelmente gostoso e barato, cerca de 3 euros cada. Também há opções no prato para fome maior ou para dividir, mas todos com bons preços. Aliás, os preços de Santorini são melhores que os de Mykonos. Para acompanhar, uma Mythos Beer bem gelada.

Pita Gyros

No dia seguinte, fomos para as ruínas de Akrotiri que fica ao lado da Praia Vermelha. O ônibus para bem na frente do Museu. Akrotiri, como falei acima, foi uma cidade soterrada pela violenta erupção do século XVII a.C.. Suas ruínas foram encontradas no final do século XIX. A estrutura do telhado que feita para cobrir a cidade e transformá-la em um museu, desabou antes da inauguração oficial, matando um visitante em 2005. Depois disso, ela reabriu apenas em 2012.
A visita é fantástica. Você passa inclusive por dentro de algumas áreas da cidade, vê escadas, paredes, camas. Mas a maioria do que foi encontrado lá está nos museus de Thira e Atenas.
Depois de Akrotiri, é só seguir as placas, andar uns 15 minutos e chegar a praia Vermelha. Demos um mergulho para refrescar, pois o calor era abrasador.

 Museu de Akrotiri


 Museu de Akrotiri


 Praia Vermelha


Ficamos um pouco, curtimos a beleza e voltamos para Thira. Comemos e fomos ao Museu Arqueológico onde vimos algumas das peças de Akrotiri entre outras peças e mosaicos.



 
Depois pegamos um ônibus para Oia. A região de Oia é onde tem aquela famosa foto das casinhas brancas e de um grande domo azul. Também é uma região belíssima e cheia de lojas, restaurantes, hotéis. Dizem que o pôr-do-Sol é maravilhoso, mas decidimos voltar para o hotel, pois estávamos cansados e melados da praia e curtir o pôr-do-Sol de Thira.

 Oia


 Oia


Oia


Banho tomado, fomos curtir a noite de Thira novamente. Aproveitamos para fazer umas comprinhas para a família. Assim, nós preferimos gastar nosso dinheiro comendo e visitando lugares.

Pôr-do-Sol em Thira.

Última noite. Resolvi repassar o resto da viagem antes de dormir e entrei em pânico: na minha cabeça, entendi que havia marcado dois hotéis para o mesmo dia. Chorei, me xinguei. Dormi, acordei de madrugada, não acreditando que tinha feito aquilo. Acordei meu marido e resolvemos rever tudo de novo e aí eu percebi, que toda a minha loucura era porque eu adiantei a data do celular em um dia a mais. Então era dia 14, mas no meu celular marcava dia 15. Ou seja, estava tudo certo, errado só a data do celular. Pensa numa pessoa louca...
Mistério desfeito, paz na alma de novo, dormimos.

No dia seguinte. Demos mais um passeio e tínhamos que fazer o check out. Nossa anfitriã fantástica, nos avisou que o ferry estava atrasado, mas que ela precisava do quarto, porém que podíamos ficar à vontade na área da piscina e ela nos avisaria a hora de ir. Ficamos sossegados, tiramos um cochilo, de novo nos serviram de cortesia, batatinhas, bolachas, chocolates, água e suco gelado.

Pátio do Villa Rose

Depois, ela nos levou até o porto cerca de 20 minutos antes do ferry chegar.
Adoramos Santorini. Mesmo.

Agora, rumo a Creta!

Pôr-do-Sol no Mar Mediterrâneo, indo para Creta.

O ferry, um pouco mais demorado, nos levou a Heraklion, capital de Creta no final do dia. Caminhamos cerca de 15 minutos e chegamos ao hotel. O hotel, antigo, grande, diferente das outras ilhas. Um quarto simples, mas bem limpo, bem localizado e com uma linda vista do mar.

Vista da janela do hotel na manhã seguinte


Deixamos nossas coisas, no hotel, um banho e saímos para passear e procurar um lugar para jantar. Heraklion é outra pegada. Uma cidade grande, bem diferente do que havíamos visto até agora, mas não menos interessante ou bonita, apenas diferente. Rodamos um pouco, ruas, lojas e paramos para jantar. Procuramos um restaurante que o Tripadvisor indicou, mas era domingo e estava fechado. Encontramos outros dois restaurantes, um ao lado do outro, e escolhemos o mais vazio para “dar uma força”. O Restaurante Kapetanios tem comida simples, mas boa e barata. Ainda no final, ganhamos um prato com uvas de cortesia. (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189417-d10397758-Reviews-Kapetanios-Heraklion_Crete.html).

 Fonte: site do tripadvisor


No dia seguinte, as ruínas de Knossos!
Em informações da internet, vi que se comprássemos o ingresso casado para as ruínas de Knossos (https://www.heraklion.gr/en/ourplace/knossos/knossos.html)  e para o Museu Arqueológico de Heraklion (http://heraklionmuseum.gr/?page_id=1406&lang=en) saia mais barato. Então fomos até o Museu, compramos o ingresso – 16 euros cada -, mas preferimos visitar as ruínas primeiro, pois era de manhã e pensamos na questão do Sol e do calor, deixando a hora mais quente para visitar o museu fechado e com ar condicionado. Pegamos um ônibus – 2 euros por pessoa -  até as ruínas (ele para bem na frente). Ter comprado os ingressos no museu primeiro nos poupou uma enorme fila para compra-los em Knossos.
Ir a Creta foi ideia minha. Como já disse, sou professora de história e não tinha como deixar de visitar o berço da civilização grega, a civilização minoica e as suas principais ruínas, a cidade de Knossos, (ela foi projetada pelo famoso arquiteto da época, Dédalos). Foi muito, muito bacana. É uma sensação muito doida (positivamente falando), estar “dentro” da sua aula. Andamos pelas ruínas, mesmo cedo já estava cheia, excursões, famílias, enfim, para passar pela sala do trono havia até uma pequena fila, mas rápida.






     
Andamos bastante, pegamos o ônibus e paramos em frente ao Museu. Ar condicionado, com calma, percorremos os corredores, os artefatos, de vários períodos e lugares. É uma viagem no tempo. Claro, só vai curtir se gostar de história e mesmo assim, depois de vários museus e muitos, muitos vasos, como diz meu marido, pode ser cansativo.







  Saímos do museu e fomos andar. Visitamos a Fonte Morozini ou Fonte dos Leões, vimos um espetáculo de dança folclórica, depois visitamos a Catedral de St. Minas.

 Fonte Morozini


Catedral de St. Minas


Catedral de St. Minas


Paramos para comer na região da fonte e foi ótimo! Voltamos ao hotel, para descansar por umas duas horas, depois banho e rua! Andamos pela orla, pela cidade, jantamos e nos despedimos.




Acordamos cedo e pegamos um ônibus para a cidade de Chania. A viagem durou umas 2 horas. Da rodoviária até o nosso hotel, levamos uns 20 minutos a pé, com tranquilidade. Gente. Confesso que Chania foi uma das maiores e melhores surpresas da viagem. A cidade velha é um antigo porto veneziano (Chania pertenceu a Veneza do século XIII ao XVII, sendo então conquistados pelos turcos, só se tornando livre deles no século XIX, após uma revolta promovida por Elefthérios Venizélos, que depois se tornou 1º ministro da Grécia). É simplesmente deslumbrante. A orla cheia de restaurantes e bares, o velho farol, o mar transparente, as ruazinhas charmosas cheias de lugares misteriosos, lojas e hotéis. O hotel em que ficamos tinha o quarto mais bonito de toda a nossa viagem, o Palazzo Duca. LINDO. Pequeno, ambiente super acolhedor, você recebe a chave do quarto e a chave do hotel para entrar a hora que quiser, assim mesmo, na confiança total. Pessoal do hotel também foi super gentil a nos arrumar um táxi para de manha bem cedo para irmos ao aeroporto.


 Old Town - Porto Veneziano


As belas ruazinhas de Chania





  Deixamos as malas e saímos pela linda cidade. Paramos para almoçar, o único restaurante que foi ruim durante a viagem. Um lugar bonito, com um serviço super demorado (várias mesas desistiram e uma saiu sem pagar enquanto outra foi discutir com o dono que ameaçou chamar a polícia), trocaram os nossos pedidos. Mas naquele lugar paradisíaco, não nos tirou o bom humor. Fizemos piada, rimos da situação e fomos embora. Então, desaconselho fortemente um restaurante chamado Banana Garden.

Caminhamos até o farol e a muralha veneziana e quando anoiteceu, voltamos ao hotel, e de novo, banho e rua. Mais andanças até escolhermos um lugar para jantar que foi excepcional! O Restaurante Plateia (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189415-d4274223-Reviews-Plateia-Chania_Town_Chania_Prefecture_Crete.html) era super bonito, com muitas mesas na rua, de frente para o mar e um lindo pôr-do-Sol. Atendimento ótimo, comida maravilhosa e cerveja super gelada. Nós pedimos uma salada deliciosa de entrada com figos caramelizados (salada plateia), o Léo pediu uma massa a carbonara (gente, é um prato assim, gigante de macarrão!), eu pedi uma pizza de cogumelos (as pizzas são grandes, mas são individuais!!), mais 2 refrigerantes, 2 cervejas Fischer de 500ml e a conta foi de 37 euros, pouco mais de 150 reais. Viajar é assim, um dia você gasta 5 euros jantando pita gyros e cerveja e no outro pode ousar um pouco mais.
Andamos mais um pouco e voltamos para o hotel, pois o nosso voo era cedo para Atenas. Mas eu recomendo dar, pelo menos, mais um dia para Chania.

 Muralha


 O azul profundo


 O Farol


 Vista da cidade da muralha


No restaurante Plateia curtindo o último jantar na cidade


Cedinho, o táxi estava nos esperando no local combinado, a alguns passos do hotel. Pagamos 23 euros pela corrida. Fizemos o check in no aeroporto e fomos comer algo, pois saímos antes do café da manhã ser servido no hotel. Como em qualquer lugar do mundo, aeroporto é uma fortuna, mas precisávamos comer, então, não adianta chorar.

O voo foi rápido.
Chegamos a Atenas por volta das 09h10.
Pegamos um ônibus, o X59, que para na Praça Syntagma. Dali, andamos cerca de 20 minutos até o nosso hotel.

Já fomos dando uma olhada na região. Nosso hotel, o Acropolis View Hotel - https://www.acropolisviewhotel.gr/en/home, tinha vista para o Parthenon. Pensa na minha emoção... Chegamos ao hotel e o quarto já estava sendo limpo e levaria apenas alguns minutos para podermos fazer o check in, mesmo sendo fora do horário. Sentamos na recepção, nos ofereceram água gelada, aceita de bom grado e descansamos um pouco. Foi ótimo poder entrar no quarto antes do horário do check in, já largar as coisas, se organizar. Para onde vamos? Fomos ao Templo de Zeus (se eu não me engano, 6 euros), ao Arco de Adriano (fica na rua) e para a Acrópoles!!! O ingresso custou 20 euros para cada, mas lá existe um ingresso que custa 30 euros e te dá acesso a várias atrações e monumentos. Não compramos e nos arrependemos, pois acabamos gastando mais.
Enfim, a Acrópole. Eu nem sei explicar a minha emoção, os olhos encheram de lágrimas, pensei em vários amigos e colegas que iam sentir a mesma satisfação que a minha naquele local. Andar ali e pensar nos grandes nomes, como Sócrates, que andaram por aquelas mesmas estradas de pedra. Os nomes nos assentos, o Teatro, o Parthenon. Foi, realmente, um sonho realizado, bem realizado. Muitas fotos, muito calor, muitos turistas, muita emoção. Fora a parte histórica, a vista de 360° de toda a Atenas é belíssima!

                                                                Vista do nosso quarto


                                                                 O Arco de Adriano


                                                                 O Templo de Zeus

                                                            A fila para a Acrópoles




                                                            O Teatro de Dionísio


                                                                       Parthenon


                                                                 Templo de Atenas


                                                                  Vista da Acrópoles


                                                  Essa moça levou a visita bem a sério!




 Depois fomos a Ágora Grega. 



 

    
Andamos mais um pouco pelas ruas super chegadinhas do bairro Plaka.



Voltamos ao hotel, um banho, um pouco de pernas para cima e saímos para jantar. Pelo santo Tripadvisor, procuramos um local barato, bom e perto do hotel. O indicado foi um lugar chamado Sfika (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g189400-d7940425-Reviews-Sfika-Athens_Attica.html) . Realmente, super pertinho, uns 10 minutos de caminhada lenta. O lugar uma graça! Pequeno, ruas na calçada, o dono e os garçons super simpáticos. Comemos MUITO bem, as melhores almôndegas da nossa vida, cerveja bem gelada. Quando pedimos a conta, veio a cortesia: um prato de cerejas e uma dose de tsikoudia para cada um, é um destilado de uvas, um pouco mais suave que a nossa cachaça, mas similar. Acabamos ganhando duas doses no final.









Voltamos ao hotel, e-xaus-tos.

Último dia em Atenas.
Acordamos um pouco mais tarde, tomamos café. Como no dia anterior nós visitamos os pontos que nós mais queríamos ver, estávamos mais sossegados. Fomos para a Praça Syntagma para ver a troca da guarda no Parlamento Grego.



Depois passeamos pelo gigantesco parque ao lado, o Parque Nacional, onde se encontra o Zappeion, um prédio utilizado para congressos, reuniões oficiais e afins. Andamos, descansamos a sombra das árvores.












Observação: Uma coisa que nós percebemos é que existem muitos animais de rua, cães e gatos, mas eles são tratados de alguma forma. Os cães possuem coleira e não são expulsos de lugares públicos. Em Chania, por exemplo, tinha um cachorro enorme, deitado na frente do ventilador na rodoviária e tudo bem. Na sala do trono em Knossos, a mesma coisa. Ainda em Atenas, percebemos potinhos com água e comida, em vários lugares.

 Esse cachorro fugiu do calor e estava deitado do lado de fora da sala do trono em Knossos.


Esses aqui, também fugindo do Sol, descansavam  nas ruas de Santorini




E esse aqui, estava dividindo a sombra de uma árvore com a gente no Parque Nacional em Atenas



Continuando o passeio, fomos até o Estádio Panatenaico, onde houve a abertura dos jogos olímpicos e voltamos para perto do hotel, andando pelo bairro de Plaka. Várias ruazinhas e lojinhas de todo o tipo. Para quem curte instrumentos musicais, como o Léo, entramos numa loja muito bacana, a Muse Music Store. Mesmo deixando claro que não pretendíamos comprar nada (instrumentos lindíssimos, mas caros), o dono foi super gentil, conversando e nos mostrando a loja.






Voltamos ao hotel, descansamos um pouco e saímos para jantar no Sfika novamente.
Dormimos cedo, pois nosso voo era as 06h e precisávamos estar no aeroporto de madrugada. Não quisemos arriscar e ir a pé até a praça e chamamos um táxi, que nos cobrou 15 euros por uma corrida de 10 minutos. Ele queria nos convencer ir com ele até o aeroporto, quando não aceitamos “enfiou a faca”. O legal é combinar o preço antes, mas como foi o hotel que chamou não tivemos essa oportunidade. Pegamos o ônibus e fomos para o aeroporto. Check in feito, andamos um pouco até a hora do embarque.

Não existe dignidade depois de passar horas zanzando pelo aeroporto. Você dorme onde dá, se ajeita para aguentar o cansaço.




Como na ida, paramos em Istambul onde aproveitamos o Duty Free. Nosso voo de volta foi bem chato. Por algum motivo desconhecido, deixaram alguém embarcar com um violão. Na hora de levantar voo, onde colocar aquilo? A comissária colocou atrás dos nossos bancos, que ficavam encostados numa parede. O Léo estava na janela, eu no meio e do meu lado uma senhorinha oriental (não sei a sua nacionalidade). Quando o avião subiu e os avisos do cinto apagaram, chamei a comissária e pedi para retirar o violão, pois não conseguíamos recostar o banco. Ela ficou me olhando e disse algo do tipo, ah, mas é o único lugar que tem. Eu a lembrei que aquele era um voo de 12 horas e que ela ia nos tirar o pouco do conforto que poderíamos ter. Ela acabou concordando e tirou o violão. O espaço entre os bancos da classe econômica para o meu marido de 1,85m foi bem desconfortável, na real, eu que tenho 1,70 já sofro bastante. Mas paciência. De forma em geral, o voo correu sem maiores problemas.

Chegando ao Aeroporto de Guarulhos e pegamos um ônibus até São José dos Campos.

A viagem, obviamente, foi maravilhosa. Foi a melhor viagem das nossas vidas. Literalmente, a realização de um sonho que foi possível través de muito planejamento e economia. Foi mais de um ano poupando, nos privando de muitas coisas, pensando no foco maior e valeu tudo. Qualquer viagem é possível com planejamento e economia.
O melhor da Grécia: os gregos. As pessoas são super simpáticas, prestativas, gentis. Nas ilhas a segurança e tranquilidade ajudaram muito no clima da viagem. Em Atenas, ao mesmo tempo em que vimos um policiamento grande, principalmente nos grandes monumentos, nos surpreendemos com as garagens dos prédios abertas, sem grades, e os caixas eletrônicos 24h nas calçadas. A comida fantástica, as paisagens... enfim... se organize, planeje, economize e vá, vá para a Grécia, para a Itália, Vietnã, Japão, Las Vegas, Panamá, Fortaleza... vá onde o seu sonho te levar.