Sábado, Março 08, 2008
Dia Internacional da Mulher. Por quê?
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
É Quase Natal!
É quase Natal.
E há muito tempo eu não me importava com essa data. Não que tenha acontecido algo trágico ou coisa parecida, mas com o passar dos anos, mais velha, sendo obrigada a passar o Natal com parentes pouco amistosos e com o espírito de família meio “away”, o Natal ficou, digamos, sem um sentido verdadeiro. Afinal, o Natal é mais do que presentes, árvores enfeitadas, piscas-piscas e decorações de shopping com animais de pelúcia que se movem (o que eu, particularmente, acho muito bizarro, fora o fato de serem animais “tipicamente” brasileiros como guaxinins, esquilos e cervos. E a neve falsa então!). Natal é a comemoração pelo nascimento de Cristo, ou seja, pelo nascimento da esperança, do amor, da generosidade, do perdão. E olha que eu não sou daquelas que freqüenta igreja, nenhuma delas. Mas gosto do sentido do Natal, principalmente numa época tão violenta e tão desesperançosa como a que vivemos hoje.
Mas, neste Natal, eu me sinto diferente.
Hoje, por exemplo, me pequei baixando músicas de Natal pelo Soulseek. Claro que músicas natalinas pop rock, mas natalinas! Enquanto fazia os pacotinhos de presente (me amarro em fazer pacotes bonitos, enfeitados com laços e fitas), curtia e dançava as músicas. Sabia que o James Brown gravou um cd natalino soul?! Pois é, nem eu! E é ótimo!
Não posso negar que eu mudei. Estou mais esperançosa, mais feliz e realizada. Não que eu fosse uma pessoa soturna, quem me conhece sabe que, ao contrário, o meu normal é alto-astral. Mas esse ano foi tão bom! Saí de um dos empregos que eu tinha (eram dois) e no qual eu estava muito infeliz, isso me deixou muito mais leve, mais “clean”. Melhor comigo mesma, pude ter tempo e disposição para me envolver com o outro emprego 100%, o que só me trouxe bons frutos, financeiros e de realização pessoal. Meu relacionamento continua feliz e apaixonado e estamos planejando subir para o próximo nível no começo do próximo ano. Mesmo distante, consegui me aproximar da família, continuei próxima dos amigos, fisicamente distantes e estreitei novas amizades. E acredito que tudo isso se refletiu nesse espírito natalino renascido em mim.
Tenho prestado mais atenção no mundo ao meu redor, agradecido por todo amor que existe em minha vida, agradecido por cada dia que eu tenho neste mundo e que, eu juro, tenho tentado aproveitar da melhor maneira possível. Obviamente, às vezes, eu falho. Me deixo envolver pela raiva, pela tristeza, pela frustração do dia a dia, me deixo contaminar pelo mau humor e negativismo ao meu redor. Não sou santa, nem perfeita, mas eu tenho, realmente, tentado ser melhor: ser mais gentil, mais generosa, menos geniosa, inclusive comigo mesma!
O caminho é longo, o aprendizado é diário, mas como vale a pena!
É rir de si mesma andando pela rua num dia de chuva, com um saco plástico de supermercado na cabeça para não estragar a chapinha/escova recém feita no salão. É não se importar com os olhares dos outros quando você se balança com o ritmo da música que está ouvindo no mp3, é não acreditar que os céus estão contra você, mas aceitar que estão fazendo uma piada e que você tem duas opções: ficar com uma nuvem negra sobre a cabeça ou rir junto. É acreditar que existe um propósito pra tudo, mesmo para aquelas coisas ruins. Não, não é conformismo, mas aprender que existem horas, que não dá para remar contra a maré, então, é melhor deixar o barco ir um pouco, por ele mesmo, pra depois voltar aos remos. Se permitir ficar largado no sofá com uma cerveja gelada na mão, depois de um dia de daqueles. Paquerar o seu amor sempre. Se preocupar com aqueles que você ama, mas também se doar para aqueles que você não conhece (nessa época de Natal, muitas crianças enviam cartas ao Papai Noel, que ficam nos correios. Vá até o correio de sua cidade, escolha uma carta e envie o presente). Faça uma criança feliz, seja a sua, a de uma amigo, um parente ou mesmo uma desconhecida.
Infelizmente, eu não posso acabar com a corrupção do país, com a fome no mundo, com o descaso, o abandono, a violência, a poluição e o efeito estufa. Mas posso fazer a minha parte, que é pequena, mas quando unida as pequenas partes de todos... UAU!
Essas palavras são pra expressar a crença, que eu ainda tenho, de que podemos ser mais felizes e, conseqüentemente, mudar sensivelmente, as pessoas, o mundo ao nosso redor.
Feliz Natal!
Lista de músicas para animar a sua festa de Natal:
- Let It Snow! Let It Snow! Let It Snow! – Aaron Neville
- I wish everyday could be like Christmas – Bon Jovi
- Christmas all over again – Tom Petty
- Santa Claus is coming to town – Jackson 5
- All I want for Christmas – Samantha Mumba (a melhor!!!!!)
- Merry Christmas, baby – Otis Redding
- Another Rock’n’roll Christmas – Gary Glitter
- Run, Rudolph, Run – Chuck Berry
- Jingle bells Rock
- Arey you ready for a miracle - Patti Labelle
Quinta-feira, Abril 19, 2007
E deu tudo errado!

E terça deu tudo errado!
Não é irremediável, ainda bem, mas é frustrante do mesmo jeito. Você passa por toda uma expectativa, dias dormindo mal, fica doente - fui parar no hospital e ainda o idiota do enfermeiro errou a minha veia na hora do soro e, agora, meu braço direito parece o de uma viciada, faltei ao trabalho, incomodei amigos e na hora H, nada.
Negócio foi remediado ontem a tarde com uma procuração em cartório. Mas, mais uma vez, faltei a uma reunião, incomodei pessoas, saí correndo de um lado ao outro da cidade e de ônibus!
E sempre, EU! Fácil, fácil receber tudo de mão beijada... fácil, fácil.
Enfim, agora, é esperar a nova data. E, mais uma vez, faltar ao trabalho, incomodar pessoas, passar pela experiência triste e deprimente de dar um fim a algo que foi feito a dois, sozinha.
É esperar que o juiz esteja de bom humor.
É esperar esse ponto final que eu, realmente, mereço.
Domingo, Abril 15, 2007
Divórcio
Pois é... Quando nos casamos, acreditamos ser para sempre.
Planejamos, sonhamos, construímos, desejamos.
Mas, algumas vezes, após alguns anos ou até mesmo alguns meses, descobre-se que as diferenças eram maiores do que se acreditava. Às vezes, são diferenças de sonhos e do que se deseja para si e para o outro, outras, coisas mais sérias como falta de caráter, traições (e quando eu coloco traição aqui, não é apenas a sexual), violência e tantas outras coisas que não consigo listar.
Eu me casei em julho de 2001. Apaixonada, acreditei que era para sempre, que constituiríamos família, que cresceríamos juntos. No final de 2004, tudo mudou. E no primeiro semestre de 2005 tudo acabou.
No nosso caso, a minha visão (porque numa separação, cada uma tem a sua versão do que aconteceu e é praticamente impossível que seja a mesma para os envolvidos) é que nossos sonhos eram diferentes. Muito diferentes. Ambos erramos, eu achei que poderia me adaptar ao sonho de vida dele e ele achou que poderia se adaptar ao meu. Tentamos. Não conseguimos. Nos magoamos. E houve a traição. Não a sexual, mas a do relacionamento. Explico: me senti traída quando descobri que tudo que ele via de ruim na nossa relação era conversado com outra pessoa, que não eu. Me senti como excluída das decisões dentro do nosso próprio casamento.
Enfim... Depois de longas e difíceis conversas, decisão tomada, vidas separadas.
Agora, após mais de dois anos, o divórcio se tornará efetivo e legal.
Ele seguiu a vida dele e eu, a minha.
Trabalho, tenho amigos, um novo e definitivo amor. Sim, eu ainda acredito no amor para toda vida e no casamento. Claro que, hoje, após a experiência anterior, vejo e encaro tudo de modo diferente e procuro arduamente não cometer os mesmos ou novos erros... O que nem sempre é possível. Mas relações diferentes, pessoas diferentes, tem desfechos igualmente, diferentes.
Existe vida após o divórcio.
Dói.
Muito.
Sensação de fracasso, de abandono, de erro, de tudo!
Mas passa.
Na próxima terça, dia 17, será a audiência de divórcio. Como meu ex mora em outro país, tudo será feito através de procuração com o nosso advogado.
Estou muito ansiosa, desejo muito dar um fim definitivo a essa parte da minha vida.
Vejam bem, não desejo mal a ele. Aliás, muito pelo contrário. Desejo que ele encontre alguém, que se apaixone, que seja correspondido e que seja feliz. E que tente, como eu, não cometer os mesmos erros.
Toda história precisa de um ponto final.
Terça será o meu.
Tão desejado, tão necessário, tão esperado.
Wish me luck.
Domingo, Agosto 20, 2006
Quinta-feira, Junho 29, 2006

Dividir o amanhecer com ele tornou meus dias mais bonitos.
Estou apaixonada.
Sou correspondida.
Preciso explicar mais?
Incrível como possuímos a capacidade de nos reconstruir, de seguir em frente, de sobreviver.
Incrível como o amor apaga as marcas antigas, as dores, as decepções.
Incrível como esse sentimento aparece e muda tudo: os dias se tornam diferentes, mais brilhantes, coloridos e iluminados.
Incrível como se torna fácil acreditar que podemos ser felizes novamente, com mais intensidade, maturidade e leveza.
Tudo fica mais fácil quando se sabe o que quer.
:D
Open Arms
by Tracy Chapman
"If love is what you want
Baby here I am
If tenderness is what you need
I've got that to give
If you need some affection
Baby these are open arms
Open arms, open arms, open arms, open arms
You come hem you've had a hard day
Every door you tried to open
Was closing in your face
I'm right here I'll be right here
I'll embrace you
I'll be open with my heart
I'll let you in
I'll be open with my thoughts
I'll be your best friend
If you need some attention
Baby these are open arms
Open arms, open arms, open arms, open arms
Every corner you turn
Trouble come your way
But when you get home
I'll try to be there
And I'll embrace you
These are
These are
These are
Open arms
If time is what you need
Baby I'll stop the clocks
If you're looking for something
Maybe I've got what you want
If there's one thing to remember
Don't forget that these are open arms
Open arms, open arms, open arms, open arms
These are
These are
These are
Open arms..."
Terça-feira, Junho 13, 2006

happy. 
O telefone tocou.
A mensagem chegou.
E, inacreditavelmente, ele me disse o que eu queria e precisava ouvir.
Bom presságio.
Sorriso bobo no rosto.
Da trilha sonora do filme "Vida que Segue" com Dustin Hoffman, Susan Saradon e Jake Gyllenhaal - aliás, recomendo muitíssimo o filme.
MOONLIGHT MILE
(M. Jagger/K. Richards)
"When the wind blows and the rain feels cold
With a head full of snow
With a head full of snow
In the window there's a face you know
Don't the nights pass slow
Don't the nights pass slow
The sound of strangers sending nothing to my mind
Just another mad mad day on the road
I am just living to be dying by your side
But I'm just about a moonlight mile on down the road
Made a rag pile of my shiny clothes
Gonna warm my bones
Gonna warm my bones
I got silence on my radio
Let the air waves flow
Let the air waves flow
Oh I'm sleeping under strange strange skies
Just another mad mad day on the road
My dreams is fading down the railway line
I'm just about a moonlight mile down the road
I'm hiding sister and I'm dreaming
I'm riding down your moonlight mile
I'm hiding baby and I'm dreaming
I'm riding down your moonlight mile
I'm riding down you moonlight mile
Let it go now, come on up babe
Yeah, let it go now
Yeah, flow now baby
Yeah move on now yeah
Yeah, I'm coming home
'Cause, I'm just about a moonlight mile on down the road
Down the road, down the road"

