quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ingenuidade Minha...


Hoje aconteceu em São José dos Campos o “Ato Nacional Contra a Corrupção, Violência, Aumento da Passagem e Abuso a População”. A Manifestação iniciou com concentração na Praça Afonso Pena, a partir das 16 horas. Eu não pude chegar tão cedo, mas por volta das 18h45, mandei sms para uma amiga para saber por onde ia a manifestação e ela respondeu: “entrando na Dutra”.  Fiquei pasma. Não entendi a lógica de ir para a Rodovia Dutra, mas mesmo assim, fui até lá. Quando cheguei, a melhor palavra para descrever o que eu senti é decepção. Comecei a andar por lá e meus olhos se encheram de lágrimas (e isso não é uma figura de linguagem). O que eu vi: a Dutra fechada, milhares de carros parados em todos os sentidos, gente sentada pela rodovia, mas já dispersando, barricadas pegando fogo. Nas ruas laterais, rapazes com camisa escondendo o rosto (pra mim isso é coisa de bandido) pegando sacos de lixo e queimando no meio da rua para impedir o trânsito local, além das placas de sinalização destruídas. Embaixo da Dutra, no viaduto próximo ao Extra, cerca de 30 manifestantes também paravam o trânsito local, cantando, gritando ao lado dos carros, enquanto as pessoas dentro deles, apavoradas, olhavam com medo do que poderia vir a acontecer. Eu penso da seguinte forma: se você quer democracia pra se manifestar, tem que ser democrático o suficiente pra entender o outro que não quer. Ingenuidade minha talvez, mas não era isso que eu esperava. Esperava o povo ficar andando pela cidade, chamando as pessoas para participar do movimento, tomando o espaço público de forma pacífica. Esperava ainda, um “mar de gente” numa grande avenida como a Adhemar de Barros ou Nove de Julho, cantando nosso belíssimo hino nacional, gritando palavras de ordem, e emocionando até a madrugada.
Erro meu, por ter chegado ao final do ato, pois pelo que li nas redes sociais, a concentração foi linda e a passeata também. Mas ainda acredito que a tomada da Dutra foi uma grande bobagem. Interromper o trânsito de uma rodovia importante como essa, atrapalhar a vida de milhares de pessoas e não apenas isso, colocar a vida dessas pessoas em risco, aumentando a possibilidade de acidentes, não tem lógica.
Ter continuado pela cidade e pelas principais avenidas teria sido muito mais bonito e eficiente para tudo aquilo que se deseja alcançar de melhorias.

Ainda apoio o movimento, acredito nele e na sua legitimidade, mas acredito também que somos mais e melhores do que essas cenas que presenciei hoje. Manifestação e vandalismo não precisam, não devem, andar juntas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Belém é Linda!!


Como fomos parar em Belém?
Em outubro eu e o “não-namorado” (rs, piadinha interna) começamos a conversar sobre viajar nas férias de janeiro. Mas pra onde ir? Queríamos um lugar que fugisse um pouco dos roteiros mais escolhidos nesse período como Rio de Janeiro, Santa Catarina ou as praias do Nordeste. Não me lembro se foi ideia minha ou dele, mas surgiu o plano de viajar para a região Norte ir ao Pará, conhecer a Ilha de Marajó e Belém. Passamos então a procurar pacotes turísticos e encontramos no site decolar (www.decolar.com.br) um pacote bacana, de sete dias, que incluía as passagens aéreas (TAM) e hospedagem numa pousada, a Ecopousada Miriti (www.miritipousada.com.br). E, ainda por cima, em seis vezes sem juros! Compramos o pacote e aguardamos o dia da viagem, marcada para 07 de janeiro.


Mapa Turístico de Belém.



Mais próximo a viagem passamos a olhar sites que falavam um pouco sobre Belém, seus pontos turísticos e históricos para termos uma noção do que ver e como nos organizar (coloquei alguns desses sites no final do texto junto com os endereços dos locais que visitamos).
Dia 06 de janeiro, organização de mala (obrigada querida amiga Renata Baião pela ajuda e por não ter me deixado levar todo o guarda-roupa), organizar coisas de casa.
No dia 07 de janeiro, segunda-feira, os irmãos do Namorado, nos levaram até São Paulo, pois nosso voo de ida saiu do aeroporto de Congonhas (com conexão em Brasília). A volta ficou mais tranquila, pois o voo foi direto para Guarulhos o que, pra nós de São José dos Campos, foi muito mais tranquilo. Chegamos cedo, despachamos a bagagem e aguardamos. Umas voltas, olhada nas lojas e almoço. Hora do embarque (13h43) e, alívio, voo no horário! Afinal isso é cada vez mais raro no nosso país. Consegue imaginar o caos que será durante os grandes eventos que virão? Mas isso é papo pra outro texto. Tudo tranquilo. Chegamos a Brasília, esperamos uns 30 minutos e embarcamos para Belém.
Através da Pousada Miriti contratamos uma van de uma agência de turismo para nos buscar no aeroporto (R$ 35,00 por pessoa). Por não conhecermos nada da cidade, achamos melhor ter essa segurança para chegar até a pousada sem transtorno. Quando chegamos, lá estava o rapaz com os nossos nomes numa plaquinha, nos esperando.
Primeira impressão: CALOR!!!!  E isso que essa época do ano (de dezembro a abril pra ser mais exata) é o que os paraenses chamam de “inverno”, pois chove muito e, por isso, a temperatura diminui. Fiquei pensando: “como assim a temperatura diminui se está fazendo 32°C as 19h00?!” É um calor abafado, uma sensação próxima de estar em uma sauna. Nos dois primeiros dias foi difícil, mas depois fomos nos acostumando com o clima.
Fomos entregues a pousada direitinho e aproveitamos o percurso para olhar a cidade. A Ecopousada Miriti é muito bacana. Simples, mas organizada e hospitaleira. Todo o pessoal do hotel é simpático e prestativo. E oferece um café da manhã farto com os bolos e as tapiocas feitas na hora pela Nice (responsável pela cozinha) que são de comer agradecendo aos céus! 

Pátio interno da Ecopousada Miriti.

Nos instalamos depois banho e jantar! Mas para onde ir? Vimos pelo mapa que pegamos com o rapaz da agência de turismo que estávamos perto da Estação das Docas (http://www.estacaodasdocas.com.br) e resolvemos jantar lá. A Estação das Docas é um lugar fantástico! Bonito, seguro e com ar-condicionado! É um complexo turístico, artístico, comercial e gastronômico que foi feito nos armazéns da antiga doca de Belém. Após a ampla reforma, passou a abrigar restaurantes (aliás, excelentes restaurantes), lanchonetes, sorveteria, lojas, espaço para exposições e eventos. Também possui caixas eletrônicos, casa de câmbio e uma agência que organiza passeios turísticos, tanto pelo rio como pela cidade.

Vista interna da Estação das Docas.


Acabamos comendo no Restaurante Capone (leia um pouco sobre ele na Revista Veja http://vejabrasil.abril.com.br/belem/restaurantes/capone-30632). O garçom, super prestativo e educado (aliás, coisas que nos impressionou: todos os paraenses com os quais tivemos contato, do taxista aos anônimos que pedimos informações na rua, foram extremamente educados, gentis e prestativos. Dá gosto de ver!). Pedimos uma indicação do que escolher, pois queríamos experimentar algo regional e ele nos sugeriu o Risoto de Filhote. E aí você que está lendo se perguntou: “filhote de quê?” e eu vou dizer que fiz a mesma pergunta ao garçom. Ele riu e explicou que filhote é o nome de um tipo de peixe, considerado um dos peixes nobres da região. Curiosidade: esse peixe, que pode chegar até 300 Kg e 2m de comprimento, é chamado de filhote até os 60 kg, depois disso passa a ser chamado de piraíba (tirei essas informações sobre o piraíba do site http://www.angelfire.com/sports/tucunaredourado/piraiba.htm)




Infelizmente, não levamos máquina nem celulares e acabamos não tirando nenhuma foto do desse primeiro momento em Belém, mas garanto a vocês que o lugar é lindo e que o risoto estava, simplesmente, delicioso! Depois, um sorvete na Cairu (leia mais em http://vejabrasil.abril.com.br/belem/comidinhas/cairu-31168). A Cairu possui dezenas de sabores, pra nós exóticos, das frutas regionais como açaí, bacuri, bacaba, mangaba, cupuaçu, castanha, castanha-do-pará (todos deliciosos), e de “misturas” como o pavê de cupuaçu, carimbó que é doce de cupuaçu com castanha do Pará ou o paraense que é uma mistura de açaí e farinha de tapioca. Viciamos! Todas as vezes que fomos a Estação das Docas, tomamos um sorvetinho J. Conselho: tome um sorvete de cada vez para sentir bem o sabor.

Uma das vitrines da Cairu.

Pegamos um táxi e voltamos para a pousada. Os táxis são baratos, então vale a pena, principalmente se a distância for muito longa e o calor muito intenso ou se já for mais tarde da noite.
Dia seguinte, 08 de janeiro, acordamos e nos deparamos com o café da manhã show da pousada com um mimo especial: as tapiocas da Nice. Difícil era escolher quais comer (garanto que você não vai comer uma só): com manteiga, manteiga e queijo, queijo e goiabada, queijo e doce de cupuaçu, só doce de cupuaçu, doce de leite, doce de leite com queijo, leite condensando, queijo com ovo mexido (delicioso!).
Mapa nas mãos: o que vamos ver primeiro? O que está mais perto! Mesmo cedo o calor já era intenso e o Sol forte, então, protetor solar, roupa confortável e vamos lá!
A pousada que ficamos se localiza no que chamam de “Cidade Velha”. Como o nome diz, é a região onde ficam os bairros mais antigos e também, a maioria dos pontos turísticos/históricos. Isso nos facilitou muito, pois deu pra visitar muitos pontos a pé. Um ponto negativo, aliás o maior e mais negativo de todos, é o aspecto da cidade. Nossa primeira impressão ao chegar foi que estava havendo uma greve de lixeiros. As ruas são muito sujas. O lixo se acumula nas calçadas, cantos. Sacos de lixo, lixo solto, esgoto. Aqueles casarões que já foram lindos e imponentes, agora estão pichados e abandonados. Isso foi muito triste de ver. Um morador de Belém nos disse que são necessárias duas coisas: aumentar a frota e o número de trabalhadores na coleta do lixo e educar a população já que é a própria que joga o seu lixo diariamente pelas ruas de Belém. Dica: mesmo com o calor intenso, ignore a vontade de usar sandálias e vá de tênis. Além da sujeira, há muitos buracos pelas ruas que ficam cheios de água suja, misto do que há pelas ruas e da chuva que cai todas as tardes. Como eu vi numa camiseta: “Quando não chove todo dia, chove o dia todo!”

Chegando ao Mercado Ver o Peso.

Começamos com o Mercado Ver o Peso (leia mais no site da Folha http://www1.folha.uol.com.br/turismo/1192819-mercado-ver-o-peso-exibe-artesanato-em-brasilia.shtml), a maior feira ao ar livre da América Latina. Tem de tudo: artesanato, frutas, legumes, carnes, peixes, camarão seco e assim por diante. Também tem área para lanchonetes e uma área para sucos. É uma profusão de gente, de coisas pra ver, de cheiros e sons. Frutas que nunca ouvimos falar, pimentas, sabores... Passamos rapidinho com o intuito de voltar com mais tranquilidade no final de semana (o que nós realmente fizemos).

Mercado Ver o Peso.

Dali, passamos para o chamado Complexo Feliz Lusitânia (http://www.belemdopara.tur.br/atracoes-turisticas/334-complexo-feliz-luzitnia.html), conjunto arquitetônico formado pela Igreja de Santo Alexandre, o Museu de Arte Sacra e a Galeria de Artes Fidanza. Começamos pela a antiga sede da Igreja e Colégio Santo Alexandre. Esse lugar, durante o período do Brasil Colônia, foi sede da Companhia de Jesus. Hoje, abriga a Museu de Arte Sacra do Pará.

Igreja de Santo Alexandre. Ao lado, Museu de Arte Sacra.



Igreja da Sé / Catedral Metropolitana.

Em seguida, fomos a Igreja da Sé, também chamada de Catedral Metropolitana e que fica em frente ao Museu de Arte Sacra. Belíssima arquitetura (neoclássico), com uma ampla nave e um grandioso órgão. Mesmo pra quem não é religioso ou mesmo pra quem nem é católico vale a visita as Igrejas pela arquitetura e obras de arte que possuem. 

Igreja da Sé / Catedral Metropolitana - entrada e órgão.


Saindo da igreja, continuando na praça fomos para a Casa das Onze Janelas. Construída no século XVIII como casa de um rico senhor de engenho, foi transformada em Hospital e depois passou a ter funções militares. Hoje é um museu voltado para a arte contemporânea (nesse dia havia uma Mostra Fotográfica). Demos sorte, pois sem saber, nossa visita foi na terça, que é o dia de entrada franca. Dentro do museu há um restaurante chamado Boteco das Onze. Nós não entramos, mas li que é um dos melhores de Belém e, por isso, já está na lista do que ver na próxima viagem. Atravessando o prédio em direção aos fundos/rio, um belo jardim e, surpresa, surpresa, um navio de guerra! O Museu Flutuante Corveta Solimões (http://corvetamuseu.blogspot.com.br) é um antigo navio de guerra da marinha brasileira que patrulhava os rios da região. De hora em hora tem visita gratuita com guia. É só chegar e se informar.

Casa das Onze Janelas.

Museu Flutuante Corveta Solimões.

Continuamos na praça e fomos para o Forte do Presépio e o Museu de Arte Sacra. O Forte do Presépio foi fundado em janeiro de 1616 e marca o começo da colonização da Amazônia por Portugal. Possui um grande pátio e vários canhões. A entrada custa R$ 2,00, mas nas terças a entrada é franca.

Forte do Presépio.

 O Museu de Arte Sacra tem entrada grauita, mas aqui não se pode tirar fotografias nem mesmo sem flash. Mesmo assim dá pra admirar as imagens e pinturas com temas religiosos (e se refrescar no potente ar condicionado).
Dica: não vi banheiros públicos em Belém. Com o calor, você vai acabar tomando muito água e logo, logo, vai dar aquela vontade de ir. Então aproveite os museus e parques fechados para isso. Fica difícil aproveitar a paisagem quando você só consegue pensar em encontrar um toalete.
Pegamos um táxi e fomos para o Mangal das Garças (http://www.mangalpa.com.br). O Mangal é um parque turístico as margens do rio Guamá e de responsabilidade do Governo do Pará. A vista do rio é linda e o parque também. Abriga várias espécies de animais que andam soltos, como as garças e os lagartos. 

Mangal das Garças.

Mangal das Garças.

Mangal das Garças.

Mangal das Garças.


Borboletário do Mangal das Garças. 


O Parque é gratuito, mas dentro dele se paga para algumas atrações como o Borboletário (R$ 4,00). Também tem um restaurante bem conceituado chamado de Manjar das Garças. Não comemos lá, mas estava lotado de locais, o que pra mim já é prova suficiente de ser, pelo menos, bom. Eu, particularmente, adorei o borboletário. Claro, se você é daquelas pessoas que tem pavor de bichos que voam, não vai gostar, rs. Mas eu, que sou fã declarada desses insetos, me diverti bastante. Passeamos por todo o Mangal, aproveitamos para descansar um pouco, tomar uma água, banheiro. Já era fim de tarde, estávamos cansados e começando com uma fominha. Na noite anterior, no restaurante Capone na Estação das Docas, o garçom que nos atendeu falou que na antiga Rua da Doca, hoje Av. Visconde de Souza Franco, no bairro do Reduto, encontraríamos restaurantes com comida regional e nos indicou um chamado de Casa da Chica. Com isso e mente, pegamos um táxi e fomos para lá. O taxista chamado Márcio (91 8132-0701), simpaticíssimo, nos levou até lá, mas não conhecia o tal restaurante. Gostamos tanto da conversa que pegamos o seu cartão e depois acertamos com ele para nos levar ao aeroporto para irmos embora. Saltamos, andamos, andamos, andamos e não encontramos nada. Talvez tenha sido o horário ou a altura da avenida em que estávamos (a avenida é bemmmm grande), mas enfim, com a fome aumentando e a noite caindo, voltamos para a Estação das Docas. Dessa vez, fomos no restaurante Lá em Casa (http://www.laemcasa.com – aproveite pra, além de conhecer o restaurante, ver as receitas do site). O garçom nos sugeriu a degustação de pratos típicos (R$ 72,00 para duas pessoas) que nos daria uma ideia da comida regional. Sugestão aceita e deliciosa! São dois momentos: no primeiro momento temos tambaqui (peixe) empanado com molho de coco, salada de feijão manteiguinha, carne temperada e desfiada coberta com farofa, camarão e uma farofa típica de Belém .

Menu degustação do Restaurante Lá em Casa - parte I.

Não consigo dizer o que estava mais gostoso. Tudo estava divino! No segundo momento, vem dois dos pratos mais tradicionais da culinária do Norte: Pato no Tucupi e Maniçoba. O tucupi é o caldo que se extrai da mandioca crua, prensada e ralada. É venenosa crua e precisa ser cozida por muitas horas para poder se comer. O pato assado é cozido nesse caldo mais temperos e, antes de ser finalizado, coloca-se folhas pré-cozidas de uma planta chamada jambu. Curiosidade: o jambu ao ser mastigado deixa uma leve dormência na língua (deixa mesmo, é bem engraçado). O prato é servido com arroz branco e farinha. Eu que adoro pato, me esbaldei! A maniçoba já não me conquistou porque eu achei o sabor muito forte. Esse prato é feito com as folhas da mandioca. Também por serem venenosas cruas, são cozidas por pelo menos três dias. Depois disso, são adicionados ingredientes de uma quase feijoada. Quase porque vai quase tudo de uma feijoada, menos o feijão! Também é servido com farinha e arroz branco. 

Menu degustação do Restaurante Lá em Casa - parte II.


Por último, vem uma taça de suco de cupuaçu e uma bola de sorvete da mesma fruta. Pessoas, é sério: tem que experimentar!

Menu degustação do Restaurante Lá em Casa - parte III.

Eu vejo comida como uma forma muito bacana e divertida de se conhecer ou, pelo menos, vislumbrar uma cultura. Pra mim não faz sentido nenhum viajar, no nosso caso mais de 4 horas, pra ir comer num McDonald’s da vida.  Não tenha medo, se aventure, experimente a comida local, tenho certeza que vai se surpreender e de uma forma super positiva.
Voltamos cedo para o Hotel (não eram nem 22h), pois estávamos exaustos! Foi um dia intenso, cheio de novidades, visitas, fotografias e fechado com chave de ouro com um jantar maravilhoso com uma companhia melhor ainda... Amanhã tem mais!

Área dos restaurantes Lá em Casa e Capone.

Quarta, dia 9. Eu com um pouco de dor na panturrilha, rs. Hoje vai ser o dia do teatro e dos parques. Café da manhã, tapiocas da Nice e vamos lá!

Praça da República.



Theatro da Paz


Theatro da Paz.


O Theatro da Paz (http://www.theatrodapaz.com.br) fica bem pertinho da pousada. Com mais um lance de sorte chegamos um pouco antes da próxima visitação guiada e descobrimos que quarta é o dia da entrada franca! Passeamos um pouco pela Praça da República que fica em frente enquanto esperávamos. Deu o horário e fomos para a visitação. A guia deu uma explicação geral sobre o Theatro, sua construção e arquitetura. Ele foi inaugurado em 1878 no auge do ciclo da borracha. Sua decoração quase toda veio da Europa: lustres da França, escadas em mármore italiano, ferros da Inglaterra. Ele é realmente lindíssimo! A guia também nos contou uma coisa muito doida: no século XIX, por conta do calor da região, os espetáculos eram apresentados com todas as portas e janelas abertas para refrescar. 

Eu no Theatro da Paz.

Palco do Theatro da Paz.

Detalhe das escadas do Theatro da Paz.

Theatro da Paz.



No entanto, os espetáculos eram constantemente atrapalhados pelo barulho promovido pelos cavalos, carruagens e carroças que passavam próximo ao Theatro. Como resolveram? Mandaram revestir, uma a uma, com borracha, as pedras que calçavam as ruas ao redor para diminuir o barulho do impacto. Dá pra acreditar? Hoje o teatro ainda está em funcionamento e em ótimo estado, com um uma ressalva: um salão usado nos intervalos das peças e apresentações e que fica entre o salão do teatro em si e a varanda da frente tem uma estrutura muito frágil. Quando a riqueza de Belém ficou escassa após o ciclo da borracha o teatro foi largado pelas autoridades o que causou o desabamento do assoalho desse salão. Ele foi refeito, mas hoje só se pode passar por um pequeno pedaço.

Sala que teve o seu assoalho refeito no Theatro da Paz.

Saímos do Theatro da Paz em direção ao Parque Zoobotânico Emílio Goeldi. No caminho passamos pela Igreja de Nossa Senhora de Nazaré que, além de ser belíssima, é o ponto final do famoso Círio de Nazaré que acontece todo 14 de outubro. O Círio é uma das maiores comemorações religiosas do Brasil (saiba mais em http://www.ciriodenazare.com.br).

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré.

Também demos uma olhadela na faculdade de Artes que fica ao lado. Pegamos um táxi e fomos para o Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi (http://www.museu-goeldi.br/expo/parque/). Uma enorme área onde tivemos a oportunidade de ver um pouco da fauna e flora amazônicas. É refrescante e calmante andar vagarosamente pelo parque enquanto vemos os animais, tanto os soltos pelo parque como as pequenas antas quanto os presos como jacarés e até mesmo uma onça! Sentar num dos bancos e observar um pouco o tempo passar (e aproveitar para recuperar o fôlego) foi gostoso e necessário.

Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi


 Mais um táxi e fomos em direção ao outro parque, o Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves. Pelo seu tamanho, cerca de 15 hectares (150 mil m2) não conseguimos conhecer tudo. Possui milhares de espécies de animais e plantas. Mais que o Parque Emílio Goeldi, aqui você se sente mesmo dentro da floresta amazônica. Andamos, descansamos, fotos.


Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves.


Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves.


Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves.


Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves.


Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves.


Já era por volta das 18h e resolvemos encerrar. Pegamos um táxi, mas não resistimos e paramos no Mercado do Brás. Um prédio lindíssimo, mas que abriga um grande camelódromo do lado de dentro (confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois esperava encontrar apenas artesanato e coisas da região). Olhadinha rápida, outro táxi e pousada! 


Mercado do Brás.


Depois de um merecido e relaxante banho, a grande dúvida: onde jantar? Decidimos pela Estação das Docas e para o restaurante Lá em Casa novamente. Entrada: vatapá (uma espécie de pirão feito com camarão e servido com arroz), de prato principal eu pedi um filhote na brasa com batatas e laranja e o namorado um arroz de tacacá (arroz cozido no tacacá que é um caldo de tucupi com camarão e jambu – aquela planta que deixa a língua meio adormecida). Mais sorvete na Cairu, um passeio pela Estação e pousada que amanhã nos vamos a praia!
Estação das Docas.

Estação das Docas.


Restaurante Lá em Casa: Vatapá.


Restaurante Lá em Casa: Filhote grelhado com batatas e laranjas.


Restaurante Lá em Casa: Arroz de Tacacá.



Quinta, dia 10. Depois do café, fomos em direção ao ponto de táxi para irmos até a rodoviária. O taxista, um senhor já dos seus 65 anos pra mais começou de papo conosco, de onde éramos e tal. Aí falou que era uma pessoa super tranquila, que não gostava de levar gente mau humorada, briguenta, por que ele era uma pessoa de paz, um homem de família. Às vezes, apenas às vezes, ele pegava uma mulher da vida no carro mesmo, pagava e pronto. Ele era diferente dos amigos que acabavam "mantendo mosca varejeira", isto é, tendo um caso com outras mulheres. Mas ele não, não senhor. Era só pagar e acabou. Mas quando ele fazia isso, ao chegar em casa e olhar pra esposa, ele ficava de coração partido, lembrando do que havia feito, afinal, ela é tão boa esposa, mãe, dona de casa. Mas ele é homem, a tentação é grande e a carne é fraca... Bom, depois dessa lição machista cultural brasileira (porque esse pensamento tem no país inteiro), saltamos na rodoviária para irmos para a Ilha de Mosqueiro. É óbvio que, só porque planejamos conhecer uma ilha próxima e as suas praias, choveu o dia inteiro – Lei de Murphy. Mas na maioria das vezes o turista não pode ficar esperando o tempo perfeito. Afinal, não sabemos quando voltaremos a Belém. Então, mesmo sem poder curtir a praia, aproveitamos para conhecer com chuva e tudo. Após o café pegamos um táxi e fomos para a rodoviária. Lá pegamos um ônibus para a Ilha de Mosqueiro por R$ 8,00. A viagem é feita num microonibus até a Ilha – essa ilha tem acesso terrestre, obviamente, rs. Falamos com a cobradora do ônibus que nos deus umas dicas. Aí descemos numa praia e fomos andando para conhecer outras. A praia de água doce é diferente, mas muito bonita. No entanto, como estamos no “inverno” estava tudo muito vazio. Pra ajudar a chuva não cessava, mas mesmo assim, tudo bem. Turista tem que estar preparado e carregar, principalmente, o bom humor. Piadas, risadas e fomos em frente, tirando fotos. Chegamos a praia do Chapéu Virado e depois Praia do Farol, paramos e escolhemos um restaurante para almoçar.O Restaurante Recanto, na beira da praia, nos serviu uma comida simples e deliciosa. Pra variar eu quis comer filhote de novo, rs. Mas na beira da praia, mas mesmo com chuva, estava lindo e foi ótimo. O dono do lugar quando notou que éramos turistas ficou de papo e ainda nos presenteou com calendários do Restaurante. Brigada Júnior!! Como já disse, gente simpática em todo lugar. Pegamos o ônibus novamente, que pode ser pego em qualquer ponto de ônibus normal e voltamos para Belém. Esse passeio é oferecido por empresas de turismo em Belém, mas sai muito mais caro. Aí vai de cada um.

Praia do Chapéu Virado - Ilha do Mosqueiro


Praia do Chapéu Virado - Ilha do Mosqueiro

Praia do Farol - Ilha do Mosqueiro

Filhote Frito com arroz e farofa da Barraca Recanto, Praia do Farol, Ilha do Mosqueiro.


Voltamos pra pousada, um banho, compramos algo para comer ali por perto mesmo, pois estávamos bem cansados e amanhã, mais uma aventura: Ilha de Marajó!
O Namorado foi até a Estação Hidroviária e comprou as passagens de barco (R$18,00) que sai as 6h30. Compramos umas coisas pra comer, já que não íamos pegar o café da manhã da pousada e dormir cedo pra enfrentar a viagem de 3h30 de barco.
Sexta, dia 11. Saímos ainda noite da pousada, pegamos um táxi e fomos. Mais uma aventura com taxista: "Bom dia! Senhor queremos ir na estação HIDROVIÁRIA". "Claro". E aí conversa vai e vem, começamos a perceber que o caminho que ele faz não está correto: "Senhor, é a estação HIDROVIÁRIA". "Claro, hidroviária!" E ele nos levou pra estação RODOVIÁRIA. Claro que ao perceber o erro, nos levou para o lugar certo e cobrou só uma parte da corrida. Ainda bem que saímos com antecedência! A estação já estava lotada e ficamos na fila para embarcar. Saímos de Belém ainda meio escuro. No início, o rio estava tranquilo, mas depois, com a subida da maré, o negócio ficou um pouco complicado... Algumas pessoas ficaram na mureta do barco passando mal. Eu já havia imaginado algo assim então, tomei um remédio contra enjôos pra não correr risco nenhum. E enquanto as pessoas estavam ali verdes de passar mal, o Namorado olha pra mim e diz: “nossa, esse balanço tá me dando um sono...” rs, vai entender. O importante é que nenhum de nós passou mal nem na ida e nem na volta. Ao chegarmos lá ficamos um pouco perdidos. Era um monte de gente perguntando pra onde queríamos ir, taxistas, pessoal de empresa de turismo... E bom, nós não sabíamos! Nós tínhamos a opção de ir para Soure ou Salvaterra, que são duas das 16 cidades nas quais a Ilha está dividida. Pegamos um microonibus de uma agencia (R$12,00) e fomos para Soure.



Estação Hidroviária as 06h00.


Vista da Doca.


Dentro do barco que nos levou a Marajó.


Percurso.


Já na Ilha, indo para a Praia de Barra Velha.


Búfalos da Ilha de Marajó.


Caminho suspenso para chegar a Praia de Barra Velha.


Praia de Barra velha.


Praia de Barra Velha.


Praia de Barra Velha - o doido e olhar pra esse "marzão" e lembrar que é um rio!


Praia de Barra Velha.


Praia de Barra Velha.


Porto(?) da Ilha de Marajó.


Percurso, voltando pra Belém.


Voltando pra Belém.


Olhando a cidade de Belém.

Depois de 3h30 dentro do barco, vislumbrar a cidade é um alívio!


Vista da cidade de Belém do barco.



Lá a agência nos indicou um taxista que faria um passeio conosco pelos lugares que quiséssemos. Estava chovendo e as praias são longe, não dá pra fazer a pé por conta própria. Além do mais, tínhamos pouco tempo na Ilha visto que o barco de volta a Belém saia as 15h e já era cerca de 11h30. Mas é aí que o taxista ganha o dele. Um passeio por duas praias, visitar a casa de um artesão e um curtume (búfalos) sai a 120,00 para o casal. Além de não termos muito tempo, achamos muito caro para só olhar os lugares. No fim ficamos com um passeio de uma praia e um artesão por 70 reais. Mesmo assim foi bem legal. O artesão nos explicou sobre a cerâmica marajoara, como é feita e etc. Depois fomos a Praia de Barra Velha. Andamos em meio ao mangue por uma passarela suspensa e chegamos a praia. Mesmo com chuva é lindíssima! Deu vontade mesmo de ir lá quando estiver no verão, com Sol, para aproveitar melhor. Nós até tínhamos pensando em passar a noite lá, pois tem várias pousadas, mas com o aumento da chuva, acabamos desistindo da ideia. Batemos papo com um rapaz também do interior de São Paulo que estava lá. Tiramos fotos, conversamos. Nosso taxista nos pegou depois e nos levou para o ponto de encontro do microonibus. A empresa que nos ajudou lá em Marajó foi do Edgar Augusto Transporte Alternativo (91 3741-1441, 9634-0722). Como sempre, todo mundo super simpático e prestativo. Voltamos ao pequeno porto de Marajó e voltamos para Belém. O barco estava um pouco menos cheio na volta, sentamos no mesmo lugar que voltamos para ver o outro lado da paisagem. Acabamos de papo com um casal na nossa frente. Eles eram de Gramado e contaram que viajam muito. Europa, Ásia, Brasil, América do Sul. Um casal bem simpático e divertido. Espero ter essa corda toda e continuar com o desejo de viajar na idade deles (deviam ter uns 65 anos)! Apesar da aventura rápida, das quase 8 horas de barco e da chuva, rs, vou dizer, valeu. Valeu conhecer a maior ilha fluvial do mundo! E ficou a vontade de ir de novo.


Chegando a Doca.


Voltamos pra pousada bem cansados e com fome! Banho tomado e aí, vamos pra onde? Eu havia feito uma pesquisa rápida sobre os restaurantes de Belém e este apareceu no site da revista Veja como um dos melhores restaurantes de cidade: a Casa da Peixada (http://vejabrasil.abril.com.br/belem/restaurantes/casa-da-peixada-30668). Nos arrumamos, pegamos um táxi e fomos. Ao chegarmos na frente: fechado. Ô decepção... Mas aí, o taxista nos chamou a atenção para uma placa na entrada lateral: “Estamos funcionando. Bata para entrar”. Batemos e fomos atendidos pelo proprietário, o Seu Bastos. Um senhor de 83 anos (parecia bem menos) que nos atendeu com uma conversa deliciosa e uma comida fantástica. O filho do Seu Bastos nos explicou que após um assalto eles transferiram o restaurante para os fundos, daí o porquê da placa e de estar “fechado”.
Sentamos e Seu Bastos apareceu com duas garrafinhas e copinhos de licor dizendo: “no meu restaurante a pessoa entra tomando e sai chupando!” Todos rimos e ele explicou que todo cliente ganha um copinho de licor, afrodisíaco disse ele (rs) pra tomar, e sai chupando bala de café. Conversa vai, conversa vem, fizemos o nosso pedido: Casquinhas de Caranguejo de entrada e Filhote na Brasa de prato principal (deu pra notar que eu amei esse peixe?!). Ele nos contou que por problemas de saúde havia fechado o restaurante por mais de 5 meses e que havia reaberto há pouco tempo. Hoje era a primeira vez que abria no período da noite, por isso o restaurante estava vazio. Nos contou também um pouco da vida dele, dos primeiros negócios e do restaurante. Figuraça!  Depois, se recolheu e ficamos de papo com o filho dele, que segue o mesmo estilo do pai. Simpático, nos deu algumas dicas do que fazer e onde ir em Belém.


Seu Bastos, dono do Restaurante Casa da Peixada. Fonte da foto: http://www.mobypicture.com/user/renarir/view/6319190


Casquinhas de Caranguejo.


Filhote na Brasa com arroz, farofa e salada de feijão manteiguinha.


De volta a pousada. Amanhã é aniversário de Belém, 397 anos! A cidade vai estar cheia de coisas pra fazer então, a ideia de sábado e domingo e passear, mais relaxados e só curtir.
Sábado, dia 12. Depois do café, fomos para o Forte do Presépio, pois todos os anos no aniversário de Belém acontecem tiros de canhão! Bom, não é assim, tiros de canhão de verdade, rs, mas o exército brasileiro usa os canhões e, com explosivos, simula os tiros. Aproveitamos também para ir tirando mais fotos pelo caminho. Havia um palco entre o Mercado do Ver o Peso e o Forte do Presépio onde estavam ocorrendo shows para a população que passava por ali. Pátio do Forte cheio de turistas (muitos alemães que haviam chego num barco), e o primeiro “tiro” pegou todos de surpresa! Não deu tempo de filmar ou fotografar, fora o susto que gerou muitas risadas no público. O segundo tiro falhou, mas foi divertido do mesmo jeito. Uma volta, pela área e fomos até o Mercado do Ver o Peso comprar coisinhas. Ok, EU queria comprar coisinhas, rs. Comprei uns vasinhos, duas cuias para tacacá (uma cestinha de palha com uma metade de coco dentro onde é servido o caldo), um prato decorativo, uma camiseta pro meu afilhado, uns bombons para experimentar e depois comprar mais, molho de tucupi com pimenta. Mais uma voltinha pela Estação das Docas e resolvemos comprar, para o dia seguinte, um passeio de barco. Voltamos para a pousada para descansar um pouco para, mais tarde, continuar com a programação do aniversário da cidade.

Show para quem passava.


Prédio Antigo, Mercado do Ver o Peso.


Mercado do Ver o Peso.


Mercado Público.

Molho de Tucupi com Pimenta. 




Mercado do Ver o Peso.


Mercado do Ver o Peso.


Mercado do Ver o Peso.



Soldados do Exército fazendo a simulação de tiros de canhão no Forte do Presépio.

A partir das 18h começaram apresentações folclóricas na Estação das Docas começando com o grupo do Boi Veludinho, dançando o carimbo e depois o grupo de Balé Folclórico da Amazônia com uma maravilhosa apresentação! Foi lindo mesmo! Mas depois de tudo isso, deu fome! Escolhemos o restaurante Capone (Os restaurantes Capone, Lá em Casa e Casa da Peixada deixaram excelentes recordações gastronômicas!). Eu, pra variar, pedi uma massa com molho pesto e filhote grelhado, já o Namorado pediu um dos pratos mais famosos da casa, criado pelos clientes, chamado Filé Saddan Husseim. É um bife alto, coberto com queijo e presunto, mais molho, acompanhado de risoto de queijo, batata frita, farofa e arroz branco. Os dois pratos estavam deliciosos! Voltamos pra pousada pra descansar e nos preparar (eu já meio tristinha) para o nosso último dia em Belém.­­­

Estação das Docas.


Estação das Docas - Apresentação de carimbó com o grupo Boi Veludinho.


Estação das Docas - Apresentação de carimbó com o grupo Boi Veludinho.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Balé Folclórico da Amazônia.


Restaurante Capone: Filé Saddan Hussein.


Restaurante Capone: Spaguetti ao Pesto com Filhote grelhado.



Domingo, dia 13. Tomamos café, fizemos um tempinho e fomos passear na Estação das Docas até dar o horário para o barco. Nosso passeio foi feito com a agência de turismo Valeverde (http://www.valeverdeturismo.com.br). O que escolhemos (tem várias opções para o dia, noite e ilhas, mas alguns são bem caros) sai da doca da Valeverde na Estação das Docas ao 12h30, dá uma volta pela orla Sul da cidade pelo rio Guamá, depois faz uma parada para o almoço e, após o almoço, continua pelo rio e volta para a Estação das Docas. O barco é bem bonito e tem o nome de Tribo dos Kayapós. Nós e outros turistas subimos a bordo e fomos recebidos gentilmente pela tribulação. Durante o passeio há um cantor e uma dupla de dançarinos que vão mostrando o carimbo, a dança típica da região. Também há um guia que vai contando um pouco da história da cidade e explicando os pontos turísticos. O passeio só não foi perfeito pela escolha do restaurante da agência. O restaurante chamado Beira-rio, que fica no Hotel Beira-rio foi lastimável. A comida levou mais de 1 hora para chegar. O atendimento ruim, copos sujos... enfim, foi o único lugar onde não fomos bem atendidos e a comida não era boa. Mas o passeio em si foi ótimo e o pessoal da agência também. Uma linda despedida de Belém (grande ideia Namorado!).

Passeio pela Orla Sul de Belém no Barco Tribo dos Kayapós - Valeverde Turismo


Passeio pela Orla Sul de Belém no Barco Tribo dos Kayapós.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Carimbó no barco!


Eu preferi tirar fotos a tentar dançar o carimbó...




Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.



Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.


Passeio pela Orla Sul de Belém.



Voltamos para as Docas por volta das 16h e fomos para a pousada descansar. A noite, última noite em Belém, fomos jantar na Estação das Docas no Lá em Casa. Vocês podem achar que foi chato comer quase todas as noites no mesmo lugar e eu vou dizer, não, não foi. Se conhecerem o lugar, irão entender, dá vontade de ir lá nas Docas todo dia mesmo. Bom, o último jantar foi, obviamente, perfeito. Eu pedi o Camarão do Chefe (camarões empanados com queijo, arroz a piamontese e batata frita), o namorado pediu um filé... que eu esqueci o nome, rs. O prato vem com um filé alto recheado com queijo, molho e purê de batatas. Depois, obviamente, um último sorvete da Cairu: eu pedi de castanhas e ele de pavê de cupuaçu. Vimos uma exposição sobre a cidade de Belém e uma carta bárbara entre Mário de Andrade e Manuel Bandeira (que vou transcrever no final do texto) e, depois, apenas passeamos, olhando a orla, as luzes dos barcos e da cidade. Adeus Belém! Adeus Estação das Docas!

Açaí na Estação das Docas.


Restaurante Lá em Casa: Camarão do Chefe - camarão empanado com queijo, arroz a piamontese e batatas fritas.


Restaurante Lá em Casa: Filé recheado e coberto com queijo, molho e purê de batatas.



Segunda, 14. Tomamos café e enquanto eu terminava de arrumar a mala, o namorado foi até o Ver o Peso para comprar bombons recheados com cupuaçu, bacuri, castanhas inteiras, castanhas moídas, açaí. Tudo pronto. Marcamos com o Márcio (taxista que conhecemos no Mangal das Garças) que veio nos buscar e nos levar até o aeroporto (R$ 40,00 a corrida). Despedida do pessoal da pousada e vamos embora. Viajar é maravilhoso, mas voltar pra casa também é. Mala despachada, voo no horário. Demos uma volta pelo aeroporto e embarcamos. 4 horas de voo depois, chegamos a Guarulhos. Foi uma sorte que havia um ônibus para São José dos Campos em cerca de 20 minutos e aí: casa!
O pior de Belém: a sujeira da cidade e o descaso com os lindos prédios e casarões antigos.
O melhor de Belém: as pessoas gentis, educadas e prestativas e a natureza.
É uma viagem maravilhosa e vale muito ser feita. Aconselho! Nós pretendemos voltar um dia, fora da época das chuvas para curtir as praias dos rios e das ilhas.



Transcrição da carta que Mário de Andrade enviou a Manuel Bandeira sobre seu amor a Belém em 1927.

"Por esse mundo de águas, junho, 27
Manu,
Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois de nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terrace em frente das mangueiras tapando o teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí. Você que conhece mundo, conhece coisa milhor do que isso, Manu?(...)
Belém eu desejo com dor, desejo como se deseja sexualmente, palavra. Não tenho medo de parecer anormal pra você, por isso que conto esta confissão esquisita mas verdadeira que faço de vida sexual e vida em Belém. Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim...
Mário de Andrade,
Um abraço do Mário."



Sites que olhamos para conhecer um pouco de Belém:


Endereços, telefones e horários de alguns pontos turísticos:
Casa da Peixada – Travessa 14 de março, 2223. Tel.: (91)3222-0487. Abre todos os dias para o almoço.
Casa das Onze Janelas – Praça Frei Caetano Brandão, s/nº. Horário de funcionamento: de 3ª a 6ª das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados das 9h00 às 14h. Ingressos a R$ 2,00. Terças a entrada é franca.
Forte do Presépio - Praça D. Frei Caetano Brandão, s/nº, tel.: (91) 3219-1134 - Horário de funcionamento: 3ª a 6ª das 10h as 18h. Sábados e Domingos das 10h as 20h. Ingressos a R$ 2,00. Terças a entrada é franca.
Igreja da Sé / Catedral Metropolitana - Praça Frei Caetano Brandão, s/nº, Cidade Velha.
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré – Praça Justo Chermont, s/nº, Bairro de Nazaré.
Jardim Botânico e Bosque Rodrigues Alves – Avenida Almirante Barroso, 2453. Horário de funcionamento: de 3ª a domingo das 8h00 as 17h00. Ingressos a R$ 2,00.
Mangal das Garças – Pass. Carneiro da Rocha, s/nº (ao lado do arsenal da Marinha), Cidade Velha. Horário de funcionamento: de 3ª a domingo das 9h00 às 18h. Alguns lugares dentro do Mangal, como o borboletário, cobram R$ 4,00.
Mercado Ver o Peso – Av. Boulevard Castilhos França, Praça do Pescador. Horário de funcionamento: de 3ª a domingo das 9h00 as 22h30.
Museu de Arte Sacra do Pará – Praça Frei Caetano Brandão, s/nº, Cidade Velha. Tel.: (91) 4009-8805. Horário de visitas: 3ª a domingo das 10h às 16h e feriados das 9h às 13h.
Museu e Parque Zoobotânico Emílio Goeldi – Av. Magalhães Barata, 376. Horário de funcionamento: de 3ª a domingo das 9h00 as 17h00. Entrada R$ 2,00.
Theatro da Paz – de 3ª a 6ª das 9h00 as 17h00 (visita para entre 13h e 14h). Sábados e domingos das 9h00 as 12h00. As quartas a entrada é franca.